O Museu da Imagem e do Som do Paraná realiza, entre os dias 11 e 13 de novembro, uma exibição especial de seu acervo em película de 16mm, na capital paranaense. Com acesso totalmente gratuito e distribuição de bilhetes por ordem de chegada, a iniciativa visa destacar o minucioso trabalho de resgate e recuperação física realizado pelo setor de acervo da instituição cultural.
Programação e curadoria na sala Tiomkin
As exibições acontecem na sala Tiomkin, que conta com limite de 15 lugares por sessão. O público poderá conferir produções em preto e branco e coloridas, englobando animações, documentários e obras de ficção. Os títulos retratam fatos marcantes da história de Curitiba e homenageiam personalidades de relevância nacional, como Carmen Miranda e Grande Otelo, além de contarem com obras de diretores consagrados como Sylvio Back, Berenice Mendes e Nivaldo Lopes.
Valorização da memória audiovisual
A disponibilização desse material ao público atende aos objetivos museológicos do espaço. A equipe técnica atua diariamente no preparo e conserto das películas, permitindo que os visitantes compreendam a relevância histórica e fílmica desses registros da chamada Geração Cinemateca.
“Preservar o suporte físico em película é salvaguardar a própria memória visual do nosso Estado”, afirma Mirele Camargo, diretora do MIS-PR. “Esta mostra não apenas celebra a riqueza histórica das produções em 16mm, mas também reconhece o trabalho minucioso e diário da equipe técnica de restauro do museu, que garante que essas narrativas continuem vivas e acessíveis para as futuras gerações”.
Cronograma completo dos três dias de evento
No primeiro dia, 11 de novembro, às 18h, o público assistirá a “Um rei fabuloso” (1965), de Wilson Pinto e Wanda Latini; “Sebastião Prata: ou bem dizendo, Grande Otelo” (1971), de Murillo Salles e Ronaldo Foster; “Carmen Miranda” (1975), do MOBRAL Cultural; e “O jangadeiro” (1973), de Julio Heilbron.
Já na quinta-feira, 12 de novembro, também às 18h, a programação traz “A guerra do pente” (1986), de Nivaldo Lopes, que revisita o famoso conflito ocorrido no Centro de Curitiba em 1959, além do registro histórico “Construção do Edifício Tijucas” (década de 1950).
Fechando a semana, em 13 de novembro, às 18h, serão exibidos “A classe roceira” (1985) e “Como sempre” (1980), ambos de Berenice Mendes; além de duas produções de Sylvio Back: “Teatro Guaíra” (1976) e o premiado “Sete Quedas” (1980), que documenta as corredeiras do Rio Paraná antes do surgimento da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
O evento acontece no MIS-PR, situado na Rua Barão do Rio Branco, 395, no Centro de Curitiba, com classificação livre.
Por Redação Acontece
Divulgação / MIS-PR
