A Polícia Civil do Paraná (PCPR) finalizou as investigações sobre a chacina que resultou na morte de quatro homens em Icaraíma, região Noroeste do estado, ocorrida em 5 de agosto de 2025. Ao todo, quatro suspeitos foram formalmente indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual.
Detalhes da prisão e dos suspeitos
Os quatro investigados já cumprem prisão preventiva desde agosto de 2026. Entre os indiciados estão Antônio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. Outro filho de Antônio e um quarto familiar, que já estava preso anteriormente por tráfico de drogas, completam a lista de responsabilizados pelo crime.
A dinâmica do crime e a motivação
O caso teve início quando três vítimas saíram de São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, rumo ao município paranaense após serem contratadas por Alencar Gonçalves de Souza. Os viajantes chegaram ao destino em 4 de agosto de 2025 para um encontro com o contratante.
O grupo foi atraído para uma propriedade rural sob o pretexto de negociar a quitação de uma dívida de R$ 255 mil, decorrente do desfazimento de um acordo imobiliário. No entanto, ao chegarem ao endereço, foram alvos de uma emboscada e executados a tiros com armas de diferentes calibres.
Ocultação de vestígios
Logo após os homicídios, os criminosos esconderam os corpos e o automóvel usado pelas vítimas em estruturas subterrâneas na tentativa de apagar provas e atrapalhar o trabalho das autoridades.
“A partir dos elementos reunidos, os policiais civis conseguiram reconstruir a dinâmica dos crimes e identificar a participação de cada investigado. A apuração apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos”, disse o delegado da PCPR Thiago Andrade Inácio.
Próximos passos da Justiça
A força-tarefa contou com a cooperação da Polícia Militar do Paraná (PMPR), do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), da Polícia Penal do Paraná (PPPR) e da Força Nacional de Segurança Pública. O inquérito policial foi remetido ao Ministério Público para as providências cabíveis, enquanto as autoridades seguem apurando a possível participação de outros envolvidos.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/PCPR
