As buscas no Google por “como morar no Paraguai” dispararam 1.700% após as eleições brasileiras, segundo dados do Google Trends divulgados nesta segunda-feira (26/10). No entanto, especialistas ressaltam que o aumento nas pesquisas online reflete o interesse pelo tema, mas não comprova que a mesma proporção de cidadãos tenha deixado o Brasil efetivamente.
Crescimento nos pedidos de residência oficial
Em paralelo ao salto nas pesquisas de internet, os registros da Direção Nacional de Migrações do Paraguai confirmam uma alta expressiva na procura por documentos oficiais no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país vizinho contabilizou 33.243 solicitações de moradia, o que representa um acréscimo de 62% em relação aos 20.567 pedidos do mesmo período em 2025. Além disso, o governo paraguayo aprovou 29.765 autorizações de residência nos primeiros seis meses deste ano, registrando um crescimento de 81% na comparação anual.
Brasileiros no topo das concessões
Os cidadãos do Brasil lideram com folga a lista de estrangeiros contemplados com autorizações de residência no primeiro semestre de 2026, somando 22.628 documentos emitidos. Em segundo lugar aparecem os argentinos, com 2.210 registros. Para se ter uma ideia do volume, o total de concessões emitidas para brasileiros entre janeiro e junho já equivale a cerca de 96% de todas as 23.526 autorizações concedidas a nacionais do Brasil durante todo o ano de 2025.
Fatores de atração e impacto regional
A proximidade geográfica com o território brasileiro, as oportunidades de negócios, o custo de vida e o sistema de tributação figuram entre os principais atrativos para quem deseja cruzar a fronteira. Para moradores de Foz do Iguaçu, essa facilidade de deslocamento intensifica a relevância do assunto, visto que o trânsito entre as nações integra o cotidiano de quem trabalha, estuda ou movimenta o comércio local.
Por fim, embora os registros oficiais e as buscas na internet demonstrem uma alta relevante no interesse pelo país vizinho após o pleito eleitoral, as estatísticas atuais ainda não detalham se as motivações principais são de cunho econômico ou político.
“Por Redação Acontece”
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