Foz do Iguaçu receberá uma nova unidade de saúde materno-infantil e se tornará o endereço do futuro Hospital Modelo de Fronteira. A revelação do projeto ocorreu durante a visita de autoridades federais às instalações atuais do Hospital Itamed, apresentada pelo diretor-superintendente da Fundação de Saúde Itaiguapy, Gilmar de Oliveira, ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda.
Investimento milionário na estrutura
O aporte financeiro estimado é de R$ 82 milhões, obtidos por meio de parcerias e convênios firmados entre a pasta federal e a Itaipu Binacional. A nova Maternidade Itamed abrangerá uma área aproximada de 7 mil metros quadrados e disponibilizará infraestrutura completa, incluindo Pronto-Socorro Obstétrico, Centro de Atendimento à Gestante (CAGE), UTIs Pediátrica e Neonatal, além de espaços para alojamento conjunto e salas voltadas ao parto humanizado.
Do valor total destinado ao empreendimento, a maior parte — R$ 70 milhões — será direcionada para a execução das obras civis. Outros R$ 5 milhões vão custear a compra de aparelhagem moderna, enquanto os R$ 7 milhões restantes serão empregados na mobília do complexo médico.
Fim da saturação e expansão dos leitos
O projeto surge para solucionar uma carência antiga da região paranaense, visto que o atual prédio do Hospital Itamed ultrapassou seu limite operacional. Enquanto a capacidade planejada era de 280 procedimentos mensais, a unidade executa atualmente mais de 400 partos por mês, média de 14 nascimentos diários, sendo que 80% desse total ocorrem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a conclusão da nova sede, a capacidade de assistência materno-infantil saltará para 460 partos todos os meses. Além disso, a mudança dos serviços abrirá caminho para a reforma do edifício atual, permitindo a criação de mais 100 leitos e viabilizando a instalação do Hospital Modelo de Fronteira.
Inovação e tecnologia internacional
A unidade hospitalar de Foz do Iguaçu passará a integrar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão. O município paranaense destaca-se como a única cidade do interior brasileiro incluída no programa do governo federal, figurando ao lado de metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
O plano envolve o uso de inteligência artificial, plataformas integradas de dados e medicina de precisão, considerando o perfil de uma zona fronteiriça que lida constantemente com o trânsito intenso de turistas e cidadãos de nações vizinhas.
“Estamos trazendo experiências de hospitais inteligentes da China, Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos para subsidiar a construção desse novo hospital em Foz do Iguaçu”, explicou Adriano Massuda.
Parceria estratégica na Tríplice Fronteira
O projeto está atrelado a outros aportes financeiros da Itaipu Binacional na medicina regional. De acordo com o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri, a margem brasileira aplica R$ 260 milhões na saúde do município. Paralelamente, no território paraguaio, a empresa investe R$ 368,2 milhões na edificação do Hospital Geral de Alto Paraná, localizado em Ciudad del Este.
“Ao pensarmos esse Hospital de Fronteira, também conversamos com o Paraguai. Precisamos olhar para os dois lados e pensar em um modelo que atenda às necessidades dessa população e do fluxo de visitantes”, reforçou Verri.
Por Redação Acontece
Divulgação/Itaipu Binacional
