O Ministério Público de Santa Catarina abriu uma investigação para apurar denúncias de que pessoas em situação de vulnerabilidade social foram transportadas de forma irregular de São José dos Pinhais, município da região Metropolitana de Curitiba, para Joinville, no Norte catarinense.
Investigação sobre transporte irregular
De acordo com a administração municipal de Joinville, os cidadãos foram deixados na cidade catarinense desamparados, sem destino certo ou qualquer rede de acolhimento estruturada.
Durante as diligências, servidores públicos que participaram da ação foram ouvidos pelo órgão ministerial, que identificou indícios de que práticas semelhantes já teriam acontecido anteriormente na região.
As autoridades também descobriram que parte dos passageiros foi atraída com promessas de vagas de emprego em instituições que já são investigadas por suspeita de exploração irregular de mão de obra. O Ministério Público destacou que essa circunstância pode configurar crimes.
Por nota, o município paranaense declarou que está apurando o caso “a fim de esclarecer as circunstâncias em que a situação ocorreu”.
Monitoramento da van paranaense
A prefeitura de Joinville relatou que identificou o veículo oficial no início de julho, após receber denúncias. A primeira aparição registrada ocorreu em 1º de julho, quando câmeras de segurança flagraram a van circulando nas imediações da rodoviária local.
O monitoramento foi intensificado pela inteligência da segurança pública até que, em 6 de outubro, agentes municipais abordaram o veículo após fiscais relatarem o desembarque de aproximadamente sete pessoas em situação de rua.
Na ocasião, o motorista e uma assistente social confirmaram que pertenciam ao quadro de funcionários da Prefeitura de São José dos Pinhais. O grupo transportado era formado por brasileiros, venezuelanos e um dominicano.
Os servidores públicos alegaram que a viagem ocorreu porque os passageiros teriam conseguido vagas de trabalho em solo catarinense. Contudo, após o desembarque na rodoviária, o motorista e a assistente social foram encaminhados ao Ministério Público para prestar esclarecimentos formais.
O material colhido durante a investigação catarinense será enviado ao Ministério Público do Paraná para as providências cabíveis.
Por Redação Acontece
Prefeitura de Joinville / Divulgação
