O governo estadual, por intermédio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), alcançou a marca de mais de 3,2 mil registros de cidadãos que prestam assistência a parentes idosos em seus domicílios. O levantamento tem como foco principal mapear o cenário dessas rotinas de dedicação a indivíduos com 60 anos ou mais, coletando dados estratégicos para subsidiar a criação de ações governamentais voltadas tanto a quem presta o auxílio quanto a quem o recebe.
Entenda o objetivo do levantamento estadual
O banco de dados armazena detalhes geográficos das cidades de residência, o perfil dos voluntários do lar e a conjuntura na qual a atenção diária é efetuada. Tais estatísticas possibilitam que a gestão estadual decifre as demandas desses núcleos domésticos, otimizando estratégias voltadas ao envelhecimento populacional e ao suporte domiciliar.
Para Mariana Neris, titular da pasta da Semipi, mapear o cotidiano dessas pessoas é um passo indispensável na elaboração de diretrizes que atendam às particularidades de ambos os lados envolvidos nessa relação de cuidado.
“Reconhecer a importância dos cuidadores familiares é essencial para avançarmos na construção de políticas públicas que considerem a realidade dessas pessoas. Ao reunir informações sobre quem cuida e as condições em que esse trabalho é realizado, o Estado amplia seu conhecimento sobre as necessidades das famílias e pode planejar ações mais adequadas”, afirma.
Participação popular e critérios para o registro
Conforme aponta a diretora de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa da Semipi, Larissa Marsolik, o engajamento da comunidade é determinante para detectar deficiências e direcionar medidas governamentais assertivas.
“Essas informações nos ajudam a conhecer melhor a realidade dos cuidadores familiares nos municípios paranaenses. A participação das famílias é fundamental para que possamos compreender suas necessidades e contribuir para o planejamento de políticas públicas que valorizem o cuidado e considerem as demandas das pessoas idosas”, destaca.
O preenchimento do formulário é voltado a maiores de 18 anos que moram no território paranaense e prestam suporte em casa a parentes idosos sem receber remuneração por contrato profissional. O procedimento ocorre de maneira virtual no portal eletrônico da Semipi, permitindo salvar o progresso caso o usuário não finalize tudo em um único acesso. O sistema ainda disponibiliza ferramentas de suporte e um canal telefônico para esclarecimentos, embora o preenchimento não assegure a concessão da Bolsa Cuidador Familiar, que segue normas próprias.
Por Redação Acontece
Créditos da imagem: Divulgação/Semipi
