Novas acusações divulgadas pela Justiça federal nesta quinta-feira (15) trouxeram à tona detalhes sobre a morte de uma universitária em Manhattan, Nova York. A jovem foi intoxicada com fentanil e estuprada enquanto estava inconsciente em um alojamento estudantil.
Detalhes do crime e investigação
O caso ocorreu em março de 2026 e envolveu também uma segunda estudante, que foi intoxicada durante o mesmo episódio mas sobreviveu. Os principais suspeitos apontados pelas autoridades são Moises Freire, de 19 anos, e Brian Peralta Cabrera, de 18 anos, acusados de atuar na distribuição da substância.
De acordo com a denúncia, Freire levou a substância ao alojamento em 18 de março e disse às estudantes que elas estavam consumindo cocaína pura. No entanto, exames toxicológicos identificaram fentanil no organismo das duas, sem sinais de cocaína.
Após ingerirem o entorpecente, as vítimas perderam os sentidos. Aproveitando-se da situação, Freire estuprou uma delas enquanto a colega permanecia desacordada no mesmo ambiente.
Demora no socorro e consequências
Os registros dos promotores indicam que o suspeito demorou cerca de 45 minutos para acionar o socorro, período em que chegou a fotografar as vítimas e enviar as imagens para terceiros. Ao contatar a segurança da instituição, ele alegou inicialmente que o desmaio havia sido causado por consumo excessivo de álcool.
As jovens receberam os primeiros atendimentos no local e foram hospitalizadas. Uma delas conseguiu se recuperar, mas a outra sofreu complicações severas decorrentes da intoxicação aguda por fentanil e faleceu três dias depois, em 21 de março.
Esquema de distribuição e penalidades
A apuração policial revelou que Freire e Peralta Cabrera integravam um esquema de comercialização da droga sintética entre os meses de fevereiro e março. O segundo investigado é apontado como fornecedor do entorpecente com ciência de que ele seria entregue às universitárias.
Ambos enfrentam acusações formais por conspiração para distribuir substância controlada com resultado de morte e lesões corporais graves. Caso sejam condenados, as penas previstas oscilam entre 20 anos de reclusão e a prisão perpétua.
Adicionalmente, Freire responde pela acusação específica de fornecer a substância com o intuito de praticar violência sexual, infração que possui pena máxima de 20 anos de prisão. Um terceiro envolvido no caso, Harry Rosales Pino, já admitiu culpa em esquema similar de distribuição de narcóticos que resultou em morte e lesões, aguardando sentença para dezembro.
Por Redação Acontece
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