A elevação simultânea dos níveis dos rios Iguaçu e Paraná dominou o cenário noticioso em Foz do Iguaçu e em toda a área de fronteira ao longo da última semana, exigindo atenção redobrada das autoridades e moradores locais.
Pico de vazão nas Cataratas e marca histórica no Rio Paraná
Na última quarta-feira (14), as Cataratas do Iguaçu registraram o ápice do fluxo de água, alcançando a marca expressiva de 15.800 metros cúbicos por segundo (m³/s). Conforme os registros oficiais, esse volume representa cerca de 10,5 vezes a média histórica esperada para aquele trecho do rio na cidade.
No mesmo dia, o Rio Paraná também atingiu seu nível máximo nas proximidades da Ponte Internacional da Amizade, chegando a marcar 121,4 metros acima do nível do mar, o que provocou o encobrimento da base do arco da estrutura que liga o Brasil ao Paraguai.
Impactos na fronteira e previsão do tempo
Apesar do cenário crítico registrado no meio da semana, os níveis de ambos os cursos d’água iniciaram uma trajetória de recuo gradual, trazendo alívio para as comunidades afetadas pelas precipitações em território brasileiro, paraguaio e argentino.
A situação mais delicada ocorreu no Paraguai, onde mais de mil famílias enfrentaram transtornos severos devido ao represamento de afluentes urbanos provocado pela alta do Rio Paraná. Os reflexos do grande volume d’água também alcançaram municípios situados mais ao sul, atingindo cidades paraguaias como Ayolas e áreas ribeirinhas na Argentina, a exemplo de Itaití.
Para os próximos dias, a previsão meteorológica indica a possibilidade de novos volumes de chuva tanto em Foz do Iguaçu quanto nas áreas de cabeceira dos rios que cruzam a região da Tríplice Fronteira, mantendo o alerta para o monitoramento hidrológico constante.
Por Redação Acontece
Fotos: Marcos Labanca e João Thomazi
