Motorista de aplicativo é preso no Paraná suspeito de estuprar passageira após impedir que ela saísse do carro e levá-la a motel

Um motorista de aplicativo de 44 anos teve a prisão preventiva decretada e cumprida em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, sob a acusação de estuprar uma passageira de 28 anos.

Investigação da Delegacia da Mulher

A captura do suspeito ocorreu na terça-feira (13), fruto de um rigoroso inquérito conduzido pela Delegacia da Mulher do município paranaense. A violência sexual aconteceu no dia 25 de julho de 2026, e a identidade do investigado foi mantida em sigilo pelas autoridades policiais.

Dinâmica do crime e perseguição

Conforme apurado pelas autoridades, o condutor já vinha monitorando a rotina da vítima, abordando-a frequentemente em vias públicas e pontos de ônibus para insistir em ofertas de carona que sempre eram recusadas. Na madrugada do ataque, após a mulher deixar um encontro com amigos e pedir um carro por aplicativo, a corrida foi aceita justamente pelo perseguidor.

Ao perceber quem era o motorista no momento do embarque, a passageira exigiu descer imediatamente do automóvel. No entanto, o homem acionou o travamento das portas, ignorou os pedidos e seguiu viagem, desviando a rota original para um motel situado às margens da BR-277.

Violência e vulnerabilidade

Dentro do estabelecimento, a vítima sofreu agressões físicas como chutes e tapas, além de episódios de asfixia durante o ato sexual, acompanhados de ameaças de morte caso procurasse as autoridades. Após o crime, o indivíduo a abandonou em uma rua próxima à residência de conhecidos e fugiu rapidamente.

O inquérito policial apontou que a mulher possui deficiência intelectual moderada, fator determinante para que o caso fosse enquadrado como estupro de vulnerável. Diante do perigo iminente e da gravidade dos atos, a Justiça acatou o pedido policial de prisão preventiva.

O condutor responde agora pelos crimes de estupro de vulnerável e perseguição. Ele foi levado para a Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, onde permanece recluso e à disposição do Poder Judiciário do estado.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação/PCPR

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