A vazão das Cataratas do Iguaçu, localizadas em Foz do Iguaçu, registrou um aumento expressivo e a água encobriu as passarelas turísticas nesta quarta-feira (14), alcançando a marca de 15,8 milhões de litros por segundo.
Protocolos de segurança e interdição
O acesso do público aos mirantes já estava bloqueado desde o domingo anterior (11). Dois dias depois, na terça-feira (13), a administração removeu as grades de proteção como parte do plano preventivo para facilitar o escoamento e proteger a estrutura contra danos provocados pela força da correnteza.
A Urbia Cataratas, concessionária responsável pela gestão turística do Parque Nacional do Iguaçu, esclarece que a remoção evita o acúmulo de detritos, como galhos e troncos, que poderiam elevar perigosamente a pressão sobre os pilares. A operação de retirada é conduzida por bombeiros civis e equipes operacionais.
Comparações e recordes históricos
O volume atual representa dez vezes a média histórica da região, fixada em 1,5 milhão de litros por segundo, configurando o maior patamar registrado ao longo de 2026. A última remoção preventiva de grades havia ocorrido em 2023, quando o fluxo chegou a 13,7 milhões de litros por segundo.
Apesar da imponência da cheia atual, o cenário ainda permanece distante do recorde histórico de 2014, período em que a vazão atingiu impressionantes 46 milhões de litros por segundo, quase o triplo do volume observado recentemente.
Funcionamento do Parque Nacional
Mesmo com a elevação das águas e a submersão parcial das passarelas, o Parque Nacional do Iguaçu segue com as portas abertas para receber visitantes. A tradicional Trilha das Cataratas continua acessível, garantindo a contemplação das quedas d’água pelos mirantes seguros.
Por Redação Acontece
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