A administração do Parque Nacional do Iguaçu precisou executar um rigoroso plano de contingência após as intensas chuvas registradas no estado do Paraná. Como resultado direto da elevação no nível das águas, a famosa passarela do ponto turístico teve suas estruturas de proteção desmontadas para evitar maiores danos.
Medidas preventivas no Paraná
A interdição da passarela que leva aos saltos teve início no domingo (11). Conforme a gestão do local, outras áreas também foram fechadas de forma preventiva, a exemplo do Circuito São João e do Espaço Usina, onde móveis foram retirados para prevenir prejuízos, além da interdição do mirante inferior do Espaço Naipi.
A remoção das estruturas
Na manhã de terça-feira (13), equipes especializadas e bombeiros civis realizaram o trabalho de desmontagem das grades de contenção. A ação serve para permitir o fluxo livre da água durante o período de cheia extrema, protegendo assim a integridade da estrutura principal.
Volume histórico em 2026
O auge da enchente ocorreu na segunda-feira (12), quando os registros apontaram uma vazão de 11,8 milhões de litros por segundo, marcando o maior volume do ano até o momento. No dia seguinte, a medição apontou uma leve redução para 10,5 milhões de litros por segundo, embora exista a expectativa de que o fluxo chegue a 13 milhões em breve.
Critérios para reabertura
O acionamento das normas de segurança ocorre sempre que o volume supera 8,5 milhões de litros por segundo com tendência de alta. A retirada das grades, por sua vez, é executada quando a marca fica entre 9 milhões e 12 milhões. Para que o acesso do público seja liberado novamente, a vazão precisa baixar para 8,5 milhões de litros por segundo, somada à vistoria técnica e ao aval de um engenheiro.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação / Urbia+Cataratas
