A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) consegue poupar até 637 milhões de litros de água potável mensalmente por meio de uma tecnologia exclusiva implementada na Região Metropolitana de Curitiba.
O funcionamento da estação industrial
O complexo responsável por essa economia é a Estação de Tratamento de Água Industrial de Araucária (ETAIA), que atingirá a marca de 25 anos de funcionamento em 2026. A unidade fornece insumo exclusivamente para grandes corporações, utilizando um líquido limpo, porém impróprio para consumo humano, destinado apenas a atividades fabris. O montante economizado todos os meses equivale a 255 piscinas olímpicas ou a impressionantes 1,27 bilhão de garrafas de 500 ml.
O procedimento de purificação adotado na ETAIA é mais simplificado, concentrando-se na retenção de areia e partículas sólidas. O processo também inclui a correção do pH para proteger as tubulações e atender às exigências do setor produtivo. Ao contrário do padrão convencional, o líquido não recebe aplicação de cloro ou flúor, tornando-se limpo, mas não comestível.
Aplicações e impacto ambiental
No ambiente fabril, o recurso é empregado sobretudo no resfriamento de caldeiras e controle de temperatura de maquinários pesados. Atualmente, a unidade atende cinco grandes corporações dos setores de siderurgia, madeireiro, fertilizantes, além de produtoras de energia por biogás e termoelétricas.
Considerando o histórico de operação, a iniciativa gerou uma economia estimada em 191 bilhões de litros de água ao longo de um quarto de século de atividades no estado.
“No primeiro aspecto, a estação industrial garante que as empresas estejam sempre abastecidas com um recurso acessível, já que possui um custo menor de produção. Isso faz com a produção nesses locais funcionem a pleno vapor e que milhares de empregos diretos e indiretos sejam mantidos. Do ponto de vista ambiental, a produção de água no processo industrial poupa um recurso precioso: a água potável”, explicou Bley.
Vantagens para a sociedade e mananciais
O modelo previne desperdícios por dispensar cloro, flúor e análises laboratoriais rigorosas voltadas para consumo humano. Dessa forma, a população não precisa compartilhar a rede de distribuição com grandes indústrias, garantindo um suprimento mais eficiente para as residências. A iniciativa também dispensa a abertura de poços particulares pelas fábricas, preservando os mananciais paranaenses.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/Sanepar
