O Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), localizado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, inova na assistência à saúde com a criação do Programa de Intervenção Precoce Online (Pipo), um serviço pioneiro de teleatendimento focado na fisioterapia pediátrica para todo o estado do Paraná.
Ampliação do atendimento no estado
A unidade, que pertence à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), implementou a novidade coincidindo com o Dia do Fisioterapeuta, celebrado em uma terça-feira (13), evidenciando a relevância técnica desses especialistas na reabilitação e no fortalecimento de laços familiares.
O projeto foi criado pela equipe de fisioterapia do hospital para atender primordialmente bebês prematuros, crianças de risco e menores de dois anos que apresentam disfunções neurológicas ou atrasos no desenvolvimento motor, seguindo rigorosos critérios médicos.
Como funciona a reabilitação virtual
O formato do programa une consultas por vídeo com um acompanhamento contínuo por meio de mensagens de texto e envio de vídeos, permitindo que os profissionais avaliem o progresso dos pacientes e ajustem as recomendações de manuseio e posicionamento.
“O Monastier consolida seu papel de vanguarda na pediatria pública paranaense, reafirmando que cuidar de uma criança é, também, apoiar sua rede de apoio familiar e construir caminhos para que a saúde e o desenvolvimento estejam presentes em todos os espaços da infância”, afirmou o secretário da Saúde, César Neves.
A idealizadora do projeto, a fisioterapeuta Rafaella Ribas Locks, destaca a importância de conectar a ciência à rotina dos lares. “A fisioterapia pediátrica não acontece apenas durante o atendimento. Grande parte do desenvolvimento é estimulada nas atividades do dia a dia, no colo, nas brincadeiras, no posicionamento e nas interações com a família”, disse Rafaella.
“O Pipo nasceu justamente dessa compreensão: queremos orientar, acolher e oferecer suporte para que os familiares se sintam seguros e participem ativamente desse processo. A tecnologia nos permite ampliar essa proximidade e dar continuidade ao cuidado para além do ambiente hospitalar”, acrescentou.
Acesso e integração com o SUS
Para tornar as atividades viáveis em qualquer residência, as orientações utilizam materiais comuns do cotidiano, como cobertores, almofadas e brinquedos simples, adaptando os estímulos à realidade de cada família paranaense.
A instituição ressalta que o formato digital atua de maneira complementar e não anula a necessidade de consultas presenciais, que continuam obrigatórias quando o quadro clínico exige. Os pacientes passam por uma triagem prévia no ambulatório, e o acesso obedece aos critérios e fluxos estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/Sesa
