O estado paranaense conquistou posição de destaque na região Sul ao figurar no Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil, divulgado pelo Instituto Sou da Paz. A atuação da corporação chamou atenção pelas iniciativas voltadas ao fortalecimento da elucidação de crimes violentos letais intencionais.
Critérios de excelência e índice de esclarecimento
O levantamento colocou o território paranaense ao lado de estados como Rondônia, Paraíba, Mato Grosso e Minas Gerais. A pesquisa destacou a adoção de estratégias como gestão intensiva por metas, especialização territorial, priorização institucional e integração entre investigação e perícia.
Na avaliação quantitativa referente ao período entre 2020 e 2023, o Paraná alcançou um índice médio de elucidação de 72%. O patamar é considerado alto pelo estudo e foi atingido apenas pelo Distrito Federal e por Rondônia, ficando muito acima da média brasileira, que ficou em 40%.
Repressão qualificada e operações policiais
O avanço nos resultados acompanha o crescimento das operações de repressão qualificada, que aumentaram mais de 300% entre 2019 e 2026. Apenas nos primeiros nove meses do ano, foram deflagradas 975 ações do tipo em todo o estado.
“Nossas equipes estão nas ruas diariamente para executar um trabalho que tem como pilar a inteligência policial”, explica o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach. “Entendemos que o fortalecimento da atividade de inteligência é fundamental para o levantamento de informações, a coordenação estratégica de ações e a tomada de decisões concretas no combate ao crime organizado”.
Inteligência e modernização estrutural
O uso de dados e o cruzamento de informações ajudam a mapear disputas territoriais e a identificar conexões entre crimes. Esse modelo operacional foi consolidado com a nova Lei Orgânica da instituição, sancionada em maio, que resultou na criação de departamentos especializados como o DRACO, o DOESP e o DIP.
Como parte dessa estratégia moderna, o estado conta com cinco Laboratórios de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro para sufocar as finanças das facções. A união entre gestão por resultados, especialização e inteligência garante maior eficiência na punição de criminosos e na redução da violência letal.
Por Redação Acontece
Imagem: Divulgação/PCPR
