Barriga inchada: quando menstruação ultrapassa o desconforto comum

É comum que o corpo feminino apresente alterações durante o período menstrual, sendo o estufamento abdominal uma das queixas mais frequentes. Entretanto, quando esse volume se torna acentuado, repentino e recorrente, pode tratar-se do chamado “endobelly”. Diferente do inchaço habitual da Tensão Pré-Menstrual (TPM), essa condição está diretamente ligada à endometriose, fazendo com que roupas confortáveis se tornem apertadas ao final do dia.

A relação entre endometriose e inchaço

O fenômeno ocorre devido à presença de focos de tecido endometrial fora do útero, que podem se instalar na região pélvica ou no intestino. Esse tecido, que se comporta de forma semelhante ao revestimento interno uterino, sofre inflamação cíclica, resultando em um desconforto abdominal muito mais intenso do que o esperado para o período.

Por que o corpo reage dessa forma?

Durante o ciclo menstrual, as oscilações hormonais naturalmente tornam a digestão mais lenta e favorecem a retenção de líquidos e gases. No quadro de endometriose, esse processo fisiológico é potencializado. Enquanto o inchaço comum é leve, o “endobelly” apresenta um caráter exagerado, que não responde a mudanças na dieta ou ao uso de medicações simples para gases.

Sinais de alerta para buscar ajuda

Quando o inchaço deixa de ser um incômodo isolado, é necessário observar outros sinais de alerta. A atenção deve ser redobrada se o quadro vier acompanhado de alterações intensas no hábito intestinal, como diarreia ou constipação severa, dor ao evacuar, cólicas incapacitantes, dor durante a relação sexual ou desconforto ao urinar.

Diagnóstico especializado

A investigação médica é fundamental, pois exames de rotina, como a colonoscopia convencional, muitas vezes não detectam as lesões, já que elas se encontram na parte externa da parede intestinal. O diagnóstico preciso requer exames de imagem específicos, como a ressonância magnética da pelve e o ultrassom transvaginal com preparo intestinal.

“O inchaço abdominal é uma queixa muito comum no consultório. O que ajuda a diferenciar é observar se ele sempre acontece no mesmo momento do ciclo e se vem com dor junto. Quando a endometriose chega até a parede do intestino, um mapeamento bem-feito é o que indica o melhor caminho, clínico ou cirúrgico”, explica Tiago Castilho, cirurgião oncológico com atuação em cirurgia ginecológica e cirurgia de endometriose profunda.

Para pacientes no Paraná que buscam tratamento, o acompanhamento especializado é essencial. O médico Tiago Castilho, com mais de 10 anos de experiência em casos complexos, utiliza técnicas minimamente invasivas, como a cirurgia por vídeo ou robótica, aliadas a uma abordagem integrada. Consultas podem ser agendadas pelo telefone (44) 99169-8161.

Por Redação Acontece

Créditos da imagem: Banco de imagens/Divulgação

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