Enquanto rótulos de países vizinhos dominam a preferência nacional, a uva Pinotage ainda busca espaço nas taças dos brasileiros, mesmo apresentando alta qualidade e personalidade marcante.
A origem da casta sul-africana
Principal variedade tinta da África do Sul, a casta possui uma certidão de nascimento bem definida. Ela surgiu em 1924 por meio de um cruzamento realizado pelo professor Abraham Izak Perold, da Universidade de Stellenbosch, unindo as uvas Pinot Noir e Cinsault, antigamente chamada de Hermitage.
As primeiras sementes foram plantadas em 1925, mas o foco inicial era estritamente acadêmico, levando a variedade quase ao esquecimento. O cenário mudou quando o estudante Charlie Niehaus resgatou as mudas, permitindo que a produção do primeiro vinho ocorresse em 1941, ano do falecimento de Perold.
Harmonização ideal para o paladar nacional
Com coloração intensa, taninos marcantes e aromas que remetem a frutas escuras, café, chocolate e nuances defumadas, os rótulos desta uva criam uma combinação gastronômica excelente com pratos típicos do Brasil, como feijoada, carnes defumadas e churrasco.
Entre as opções disponíveis no mercado nacional, destacam-se os rótulos da vinícola Nederburg, fundada em 1791 no Vale de Paarl. O clássico Nederburg Pinotage traz notas de ameixa, cereja e especiarias, com passagem de seis meses em barricas de carvalho francês e americano. Outra alternativa é o Nederburg The Winemasters Pinotage, um corte que leva 89% da uva principal e 11% de Petit Verdot, amadurecido por um ano em barricas novas e ideal para acompanhar massas com molhos de carne e pizzas.
Por Redação Acontece
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