Piscicultura do Paraná atravessa momento crítico pela falta de energia no campo

A principal atividade de criação de peixes do Brasil, localizada no Paraná, enfrenta um cenário desafiador devido à instabilidade e às interrupções prolongadas no fornecimento de eletricidade no campo. A dependência de aeradores elétricos para garantir a oxigenação da água torna a infraestrutura vulnerável, exigindo o uso de geradores movidos a diesel e expondo os produtores ao risco de perderem lotes inteiros de pescado.

O peso da piscicultura paranaense

O Estado se destaca como o maior produtor nacional de tilápia, concentrando cerca de 70% de tudo o que é gerado no país. Dados do setor indicam que a produção superou 273 mil toneladas, enquanto as exportações ultrapassaram milhões de dólares, com o envolvimento direto de diversos municípios referência na atividade tanto em volume quanto em estrutura de tanques.

Desafios operacionais e custos elevados

As oscilações conhecidas como “pisca-pisca” provocam tensão inadequada nas redes, impedindo o acionamento correto dos motores e gerando desgaste prematuro dos equipamentos. Com gastos com energia representando mais da metade do custo total de um lote, a margem de lucro se estreita e a pressão sobre os criadores aumenta consideravelmente.

Impactos severos em São João do Ivaí

Um caso emblemático ocorreu no Norte paranaense, onde um produtor tradicional acumulou perdas massivas de toneladas de peixes após uma queda prolongada de energia que durou quase um dia inteiro. A falha comprometeu contratos de fornecimento voltados para merenda escolar e instituições de segurança, ameaçando uma estrutura construída ao longo de décadas.

Por Redação Acontece

Imagem: Divulgação / Pixabay

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