A trajetória de Jorbel Griebeler na Tríplice Fronteira
A história do desenvolvimento econômico e turístico da Tríplice Fronteira guarda capítulos marcados por ousadia, visão de mercado e resiliência. Entre os personagens que lideraram a recente modernização desse cenário está o empresário Jorbel Griebeler. À frente do Grupo Cellshop e de marcas internacionais em vertiginosa ascensão como Joog, Hydrant e Choice Selection, Jorbel reuniu a imprensa regional na sede da Loumar Turismo, no centro de Foz do Iguaçu, para uma coletiva ampla e detalhada.
Origens no Paraná e o início da carreira
A história de vida de Jorbel Griebeler é fundamentada no trabalho precoce e no apoio familiar. Nascido no pequeno município de Planalto, no interior do Paraná, ele é filho de pai pedreiro e mãe dona de casa. Devido à profissão do pai, a família viveu em constante transição, fixando residência definitiva em Foz do Iguaçu quando o jovem tinha 11 anos, no bairro Três Lagoas. Na juventude, trabalhou como vendedor ambulante de picolés, atendente de cantina e em oficinas mecânicas antes de conseguir sua primeira oportunidade formal no comércio da Vila Portes aos 16 anos.
A virada rumo ao Paraguai
O ponto de virada aconteceu em um ônibus urbano, quando decidiu cruzar a Ponte da Amizade em busca de oportunidades no país vizinho. Contratado inicialmente na loja Toca Fita Center por um comerciante chamado Sr. Nasser, o jovem logo se destacou e migrou para a Pioneer Internacional.
“O dólar estava na cotação de um para um, então, no Brasil, o salário mínimo comercial da época girava em torno de 72 dólares. Quando ele falou em 150 dólares, eu me senti rico. Comecei na segunda-feira seguinte, em 1994, e nunca mais voltei para pegar minha carteira de trabalho no Brasil”, relembrou Jorbel durante a coletiva.
Expansão e criação do Grupo Cellshop
Após gerenciar o Mercadão do Celular, Jorbel abriu seu próprio escritório em 2005 e expandiu os negócios para a criação da Cellshop em Ciudad del Este em 2016. Durante a pandemia, a empresa enfrentou momentos críticos com o fechamento da fronteira.
“Cheguei a dizer para os sócios do prédio: ‘Eu quero sair fora. Esse é o estoque da loja, não tenho dívida nenhuma, é tudo de vocês e eu saio fora’. Eu queria entregar o negócio. Mas ninguém queria assumir ou investir naquele momento de incerteza da pandemia. Graças a Deus superamos aquele período sem devaneios e sem dívidas.”
Superada a crise, o grupo planeja um mega complexo de 60 mil metros quadrados com previsão de inauguração para 2027, além de expandir operações em Pedro Juan Caballero e consolidar a Cellshop Duty Free em Foz do Iguaçu. O empresário também destacou o sucesso das marcas próprias Joog e Hydrant e a importância de combater comissões abusivas no turismo local.
“Sempre defendi que o cliente deve encontrar no Paraguai um preço competitivo de verdade. Se o produto custa mais caro na fronteira do que em uma grande rede do Brasil por conta de comissões de rua, o destino perde credibilidade. Queremos transparência. Quando o visitante compra um produto original, paga o preço justo e é bem atendido, ele retorna a Foz do Iguaçu e indica a nossa região”, afirmou o empresário.
Por Redação Acontece
Foto: Kaká Souza/Portal Clickfoz
