O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), por intermédio do seu Creative Hub, entregou nesta sexta-feira (09) o Selo de Inovação para a EDL Brasil devido ao desenvolvimento da Plataforma Digital Integrada de Inteligência Territorial para Vigilância de Arboviroses. O sistema tecnológico busca modernizar o combate a infecções virais transmitidas pelo Aedes aegypti, a exemplo da dengue, zika e chikungunya.
Tecnologia integrada para o campo
A ferramenta reúne aplicativo móvel offline-first para equipes de campo, portal web, painéis interativos de dados, georreferenciamento e controle de rotas em um só ambiente. A solução já passa por validação em secretarias municipais de saúde e no campus do Tecpar, somando mais de 1.500 pontos monitorados nacionalmente, sendo sete locais no campus CIC e outros 23 previstos até o verão.
A criação da ferramenta veio da necessidade de solucionar a fragmentação de dados no controle vetorial, unindo a inteligência de dados às Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que funcionam como armadilhas inteligentes para interromper o ciclo reprodutivo do vetor.
Valorização da saúde pública
De acordo com o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a valorização de tecnologias que promovem avanços na saúde pública é um dos propósitos fundamentais da instituição.
“Nosso Selo de Inovação vem para reconhecer iniciativas como essa, que impactam diretamente na saúde e no bem-estar da população. A possibilidade de aumentar a capacidade de planejamento, rastreabilidade e utilização eficiente dos recursos públicos para controlar a disseminação de doenças como a dengue, chikungunya e zika é um divisor de úguas no setor de saúde e merece ser valorizado”, destaca Marafon.
O CEO da EDL Brasil, Luiz Carlos Roque Junior, avalia a certificação como uma chancela institucional de peso para a expansão do projeto.
“É o reconhecimento de uma instituição paranaense de ciência, tecnologia e inovação sobre o caráter inovador e a viabilidade da nossa solução. Mais do que um reconhecimento, entendemos o selo como um estímulo para continuar desenvolvendo a tecnologia e ampliar sua aplicação em outros municípios e territórios brasileiros. Nossa visão é contribuir para que o controle das arboviroses avance de uma atuação fragmentada para uma gestão territorial integrada e orientada por dados”, afirma o CEO.
Operação prática no combate ao vetor
Durante a rotina, os agentes de saúde aplicam as armadilhas nas residências utilizando tablets para registrar o endereço e capturar imagens. Após trinta dias, retornam para a substituição do larvicida e orientação aos moradores, alimentando o sistema com dados cruciais para a gestão municipal.
“Podemos saber qual manutenção está em atraso, qual está em dia e qual está na rota de visitação. Conectando essas atividades, cruzamos todas as informações coletadas com outros dados entomológicos, ou seja, de conhecimentos específicos do mosquito Aedes, e conseguimos trabalhar com mais qualidade na gestão de combate à arboviroses. Em suma, o aplicativo faz essa conexão do físico com o digital gerando dados para os gestores tomarem as melhores decisões. Conseguimos unir controle vetorial, território, operação e inteligência de dados em uma única plataforma”, explica Roque Júnior.
Por Redação Acontece
Foto: Divulgação/Tecpar
