'Esquema de corrupção': 19 policiais do Paraná são alvos de operação do Gaeco; veja cidades dos investigados

Uma nova ofensiva do Ministério Público do Paraná resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra 19 agentes de segurança pública no estado. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, foca em um esquema ilícito que envolvia a cobrança de vantagens financeiras para evitar autuações de trânsito em rodovias estaduais.

Alvos e afastamento dos agentes

A investigação atingiu quatro policiais civis e quinze policiais militares, que já foram retirados das funções ostensivas e operacionais. Com a decisão, os suspeitos passam a atuar exclusivamente em áreas administrativas, além de terem tido o porte de armas, tanto funcionais quanto particulares, recolhido pelas corregedorias.

As diligências foram cumpridas em oito municípios localizados nas regiões central, sul e dos Campos Gerais paranaenses. Entre as localidades abrangidas estão Guarapuava, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Pitanga, Bituruna, Castro, Palmeira e Wenceslaz Braz, embora as identidades dos investigados tenham sido mantidas sob sigilo.

Detalhes do esquema investigado

Batizada de Operação Rota 466, a investigação apura crimes de organização criminosa, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O esquema contava com a participação majoritária de agentes vinculados à Polícia Rodoviária Estadual, que utilizavam as fiscalizações nas estradas para obter lucros ilegais.

Entre as práticas ilícitas descobertas estão acordos com transportadoras para isenção de vistorias, fraudes em boletins de acidentes, direcionamento de serviços de guincho e o uso de contas de familiares para ocultar o dinheiro obtido com as propinas.

Por Redação Acontece

Imagem: Divulgação/Gaeco

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