Sergio Moro revela primeiras medidas após a posse, promete cortar secretarias e diz que vai continuar senador até o final do ano

Eleito governador do Paraná em primeiro turno nas eleições gerais de 2026, Sergio Moro (PL) revelou os planos para o período de transição e as prioridades do futuro mandato que assume em janeiro de 2027.

Transição governamental e prioridades fiscais

O futuro gestor do executivo estadual garantiu que projetos como a Tabela SUS Paranaense começarão a ser articulados ainda na fase de transição, visando a implementação imediata no primeiro semestre de 2027. Além disso, a gestão terá forte rigor nas contas públicas.

A prioridade será concluir obras em andamento antes de iniciar novas frentes, evitando transtornos à população com estradas inacabadas. Moro também prometeu implantar forças-tarefas já em janeiro para combater o crime organizado no estado.

Infraestrutura, pedágios e Copel

Entre as principais medidas anunciadas está a criação de um observatório digital dos pedágios para controle popular, além de negociações com as concessionárias para tentar reduzir as tarifas rodoviárias. Na área de energia, a Copel será cobrada por um plano robusto de investimentos e melhorias no abastecimento.

O político enfatizou que a base política eleita no estado, incluindo senadores e deputados federais aliados, garantirá alinhamento estratégico entre o governo estadual e o Poder Legislativo.

Secretariado técnico e corte de pastas

Questionado sobre a equipe de governo, o governador eleito assegurou que a escolha dos secretários seguirá rigorosos critérios técnicos, destinando pastas como Saúde, Educação e Infraestrutura para especialistas das respectivas áreas.

O político também confirmou que pretende enxugar significativamente a máquina pública por meio da redução no número de secretarias estaduais, embora ainda não tenha divulgado quais pastas serão extintas ou fundidas.

Atuação no Senado Federal

Mesmo com a vitória, Moro retorna a Brasília para cumprir o restante de seu mandato como senador, descartando qualquer afastamento antecipado para a transição. Ele justificou a decisão citando votações importantes no Congresso e a mobilização para o segundo turno presidencial.

Em janeiro de 2027, com a posse no governo estadual, a vaga no Senado será ocupada pelo primeiro suplente, Luis Felipe Cunha (União Brasil).

Por Redação Acontece

Foto: Reprodução

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