Cólica menstrual que piora: saiba quando pode ser endometriose Descubra por que a cólica menstrual que piora com o tempo merece atenção médica e pode ser sinal de endometriose. Conheça sintomas e tratamentos. Se antigamente um comprimido simples resolvia o incômodo menstrual, mas com o passar dos anos a dor se tornou insuportável e resistente aos medicamentos, é hora de acender o sinal de alerta. Essa evolução silenciosa costuma ser erroneamente interpretada como uma simples mudança natural do corpo com a idade, mas na verdade pode indicar a presença de endometriose profunda, uma condição inflamatória crônica que atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
Por que a dor menstrual aumenta com o tempo
A principal diferença entre a cólica comum e aquela causada pela doença está na progressão dos sintomas. Enquanto a cólica fisiológica decorre apenas das contrações uterinas normais, a endometriose envolve o crescimento de tecido endometrial fora do útero, gerando sangramentos cíclicos e um quadro inflamatório contínuo na pelve. Sem a devida intervenção médica, esse estímulo inflamatório repetido provoca consequências graves para a saúde feminina. Entre elas estão a formação de aderências e fibroses que unem órgãos como ovários, bexiga e intestino, além da infiltração profunda de lesões em nervos e ligamentos da região pélvica, tornando o sistema nervoso cada vez mais hipersensível ao estímulo doloroso.
Sinais de alerta para identificar a endometriose
O agravamento costuma ser gradual e exige observação cuidadosa da frequência e da intensidade dos sintomas. É fundamental procurar avaliação especializada caso você perceba alguns indícios claros de alerta.
Principais sintomas de alerta
Entre os sinais mais comuns de que a cólica deixou de ser normal estão os analgésicos tradicionais que perdem o efeito, a dor que deixa de durar apenas o primeiro dia e passa a acompanhar todo o fluxo menstrual, e o surgimento de desconfortos durante a relação sexual, ao urinar ou evacuar. Além disso, quando o problema passa a comprometer a rotina profissional e social, exigindo idas frequentes ao pronto-socorro, a investigação médica se torna indispensável.
Diagnóstico e tratamentos avançados
De acordo com o cirurgião oncológico especialista em cirurgia ginecológica e endometriose profunda, Tiago Castilho, CRM-PR 22590, o diagnóstico preciso exige exames de imagem específicos. O mapeamento da pelve por meio de ressonância magnética ou ultrassom transvaginal com preparo intestinal é essencial para localizar os focos da doença e definir a conduta médica ideal. Quando o quadro clínico apresenta dor progressiva resistente a tratamentos convencionais ou compromete o funcionamento dos órgãos pélvicos, a cirurgia minimamente invasiva, como a videocirurgia e a cirurgia robótica, atua como uma alternativa altamente eficaz para remover o tecido doente e devolver a qualidade de vida à paciente. Por Redação Acontece Freepik
