Chuvas no Paraná superam médias históricas em setembro devido ao El Niño Cidades do Paraná registraram volumes recordes de chuva em setembro por causa do El Niño. Confira os dados completos divulgados pelo Simepar. Várias cidades paranaenses enfrentaram temporais severos que deixaram casas alagadas e famílias desabrigadas, com volumes pluviométricos que superaram amplamente as médias climatológicas previstas para o mês de setembro, provocando transtornos em diversas regiões do estado.
O impacto do El Niño no clima paranaense
De acordo com levantamentos oficiais do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as precipitações ficaram muito acima do esperado. O principal motivador dessa situação foi a atuação do fenômeno El Niño, que gerou condições de forte calor e alta umidade na atmosfera, fazendo com que frentes frias cruzassem o território estadual com maior frequência e intensidade.
Balanço das estações meteorológicas mais antigas
As medições oficiais foram catalogadas conforme o ano de instalação de cada estação de monitoramento. Entre os equipamentos mais antigos, operando desde 1997, os acumulados mensais ultrapassaram a marca expressiva de 300 mm. Em Cambará, o volume atingiu 332,6 mm, superando a média histórica de 89,2 mm. Cerro Azul registrou 363,4 mm frente à média de 110,1 mm. Na capital, Curitiba, o acumulado chegou a 339,4 mm, enquanto a média esperada era de 129,5 mm. Outros municípios monitorados desde 1997 também impressionaram: Ponta Grossa contabilizou 341,4 mm (média de 124 mm) e Telêmaco Borba alcançou 356,6 mm, ante os 133,3 mm previstos.
Dobro do volume esperado em estações de 1998 e 1999
As unidades instaladas em 1998 registraram índices que superaram o dobro da normal climatológica. Em Antonina, o acumulado chegou a impressionantes 476,8 mm, contra uma média de 157,4 mm. Pinhais marcou 274,2 mm (média de 122,8 mm) e Londrina fechou o período com 255,6 mm, quando o esperado era 102,4 mm. Na única estação inaugurada em 1999, situada na região norte em Apucarana, o volume foi de 272,4 mm, superando a média de 109,3 mm. Já a unidade de Jaguariaíva, instalada no ano 2000, registrou 359,2 mm diante da média de 102,6 mm.
Registros em estações meteorológicas recentes
As estações mais modernas do estado também capturaram o excedente de chuvas provocado pelas instabilidades climáticas. Em Paranaguá (2012), choveu 217 mm (média de 113,6 mm); em Guaraqueçaba (2011), o volume foi de 359,8 mm (média de 123,2 mm); e em Fazenda Rio Grande (2009), o total chegou a 219,6 mm (média de 92 mm). Outros municípios afetados foram Cornélio Procópio (2018), com 278 mm; Cruzeiro do Iguaçu (2021), com 292 mm; e Loanda (2017), com 244,4 mm. O distrito de Horizonte, em Palmas (2019), acumulou 347,8 mm. Completam a lista Santa Maria do Oeste (2022), com 250 mm; Santo Antônio da Platina (2019), com 246,6 mm; e várias outras localidades que demonstraram um padrão generalizado de chuvas intensas em solo paranaense. Por Redação Acontece RPC Londrina
