Tio de menino que morreu baleado no Paraná enquanto jogava videogame é solto

Tio de menino morto a tiros jogando videogame no PR é solto Justiça do Paraná concede liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica para tio de criança de 9 anos morta por disparo de arma de fogo. A Justiça concedeu liberdade provisória nesta terça-feira (22) a Anthony Gustavo Mueller Souza Lourenço, de 19 anos, tio de Matheus Lourenço Barbosa. O garoto de 9 anos faleceu após ser atingido na cabeça por um tiro enquanto jogava videogame em sua residência, localizada no município de Guarapuava, na região central do estado.

Detalhes da soltura e decisão judicial

O jovem havia sido detido em flagrante no último sábado (19), dia em que a tragédia ocorreu. A confirmação da morte encefálica da vítima aconteceu no hospital na segunda-feira (21). Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), a liberação foi autorizada porque o suspeito é réu primário e permaneceu no local da ocorrência, entre outros fatores avaliados. A determinação judicial indicou a ausência de elementos necessários para manter a prisão preventiva, determinando que o investigado utilize tornozeleira eletrônica durante o processo.

Investigação policial e depoimentos contraditórios

Em seu depoimento inicial às autoridades policiais, o suspeito alegou que manuseava o armamento “brincando” quando o tiro acidental foi disparado. A defesa do jovem emitiu um comunicado lamentando profundamente o falecimento e afirmando que ele assume total responsabilidade pelo ocorrido, além de destacar que ele prestou auxílio imediato e colabora com as autoridades. Após o incidente, o pai da vítima prestou os primeiros socorros e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A Polícia Militar (PM-PR) compareceu ao local para atender ao chamado de disparo de arma de fogo e encontrou o menino ferido. Durante as apurações iniciais, o tio relatou que estava acompanhado de amigos no momento do fato. Ele afirmou que deixou o equipamento cair e que um dos colegas pegou a arma e fugiu, apresentando versões divergentes sobre quem seria o responsável por levar o objeto. Uma adolescente de 16 anos presente no imóvel também foi encaminhada à delegacia devido a contradições em seu depoimento. A arma utilizada não foi encontrada pelas forças de segurança até o fechamento da apuração. Os policiais apreenderam uma cápsula de munição calibre .32 durante a abordagem. A Polícia Civil (PC-PR) registrou inicialmente o caso como tentativa de homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo, e as diligências continuam para localizar o armamento e identificar eventuais envolvidos na fuga do objeto. Por Redação Acontece Arquivo pessoal/Reprodução

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