Radares que calculam velocidade média entre dois pontos serão testados em 13 trechos de rodovias do Paraná; veja onde e entenda como funciona

Motoristas que trafegam pelo Paraná devem se preparar para uma mudança na fiscalização de trânsito. Treze trechos de rodovias federais e estaduais no estado vão iniciar os testes com radares que calculam a velocidade média dos veículos ao longo de um percurso, tornando ineficaz o hábito de acelerar após passar pelo equipamento fixo.

Como funciona a tecnologia de velocidade média

O sistema inovador altera a dinâmica tradicional de fiscalização. Em vez de registrar o ritmo do automóvel em apenas um ponto isolado, a operação utiliza dois aparelhos distantes alguns quilômetros um do outro. Os dados capturados são cruzados para determinar o tempo exato que o condutor levou para cruzar o trecho.

Caso um motorista percorra uma distância de cinco quilômetros, com limite de 80 quilômetros por hora, em um tempo inferior a três minutos e 45 segundos, ficará evidente que a média excedeu o permitido. Durante os primeiros seis meses de avaliação, autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres e conduzidos pelas concessionárias, nenhuma autuação será emitida.

Trechos selecionados para o experimento

A fase experimental abrangerá diferentes regiões paranaenses. Nas rodovias federais, a BR-277 terá pontos de monitoramento em Morretes, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Cascavel, Santa Tereza do Oeste e São Miguel do Iguaçu. A BR-376 contará com os dispositivos entre Mauá da Serra, Ortigueira, Tibagi e Ponta Grossa. Já a BR-163 testará a ferramenta em Capitão Leônidas Marques.

Além das vias federais, estradas estaduais também entram no programa piloto. A PR-151 entre Carambeí e Ponta Grossa, a PR-444 em Arapongas e a PR-862 em Ibiporã foram incluídas na lista oficial divulgada pelas autoridades reguladoras.

As empresas responsáveis por cada lote de rodovia definirão o cronograma para ligar os equipamentos. A validade da fase de testes é de 180 dias, podendo ser prorrogada conforme a avaliação de eficácia da nova tecnologia no comportamento dos motoristas locais.

Por Redação Acontece

Leonardo Jacomini/g1

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