'Ela queria viver muito', lembra mãe de Eduarda Shigematsu; pai e avó são julgados pela morte da criança no Paraná

Julgamento do caso Eduarda Shigematsu começa no Paraná Pai e avó vão a júri popular no Paraná pela morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos, ocorrida em 2019. Mãe lamenta interrupção de sonhos da filha. O Tribunal do Júri em Maringá, localizado na região norte do Paraná, iniciou nesta semana o julgamento dos acusados pela morte de Eduarda Shigematsu, menina de 11 anos encontrada sem vida em abril de 2019 na cidade de Rolândia.

Lembranças e dor da família

Durante depoimento, a mãe da vítima, Jessica Pires, relatou que a garota alimentava o desejo de conhecer novos lugares e vivenciar muitas experiências. O crime brutal interrompeu abruptamente todos os planos da infância, deixando familiares sem compreender a motivação por trás do ato violento. As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná revelaram que a menor foi vítima de esganadura praticada pelo próprio pai, Ricardo Seidi Shigematsu, que também ocultou o corpo com a colaboração da avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia.

Acusações e trâmites judiciais

O Ministério Público do Paraná apontou que a avó detinha a guarda legal da menina, mas negligenciou a proteção ao permitir que a criança vivesse sob a custódia de um pai que a rejeitava. Ricardo responde perante a justiça por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Por sua vez, Terezinha enfrenta acusações referentes à ocultação do corpo e fraude documental.

Posicionamento das defesas

Os representantes legais de Ricardo optaram por guardar manifestações estritamente para o plenário, destacando que o processo conta com extensa lista de testemunhas e exames periciais. Em contrapartida, a defesa de Terezinha expressou expectativa de desfecho favorável com a absolvição da ré, contestando o entendimento que levou a idosa a ser submetida ao tribunal popular. Por Redação Acontece Reprodução/RPC

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