Do TCC ao CNPJ

Estudantes do Paraná transformam TCC em startups de sucesso Descubra como universitários do Paraná transformaram projetos de TCC em empresas inovadoras para o agronegócio com o apoio de incubadoras locais. Estudantes de Engenharia de Software no Paraná estão transformando trabalhos de conclusão de curso e projetos acadêmicos em negócios reais voltados para o agronegócio. Iniciativas nascidas em salas de aula em Cascavel ganharam destaque regional ao propor soluções tecnológicas para problemas enfrentados diariamente por produtores rurais.

Do desafio acadêmico ao mercado

Tudo começou no segundo semestre de 2022, quando uma docente desafiou turmas de Engenharia de Software a participarem de um projeto institucional criado para dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos na graduação. A ideia era conectar os acadêmicos com agentes externos, como o Sebrae e maratonas de inovação, para aproximar a teoria da realidade mercadológica. Diante dessa proposta, Rafael Bortoli, filho de agricultores, lembrou das dificuldades que sua família enfrentou ao parar a produção por falhas no controle de água na hidroponia. Com colegas de curso, ele desenvolveu o Folhastech, um sistema automatizado para monitorar o complexo hídrico de plantações. O projeto venceu a maratona empreendedora da instituição na categoria de soluções inovadoras.

Inovação na avicultura paranaense

Outro destaque tecnológico surgiu em 2024, quando acadêmicos criaram o projeto GreenPulse durante uma maratona voltada para o agro. O grupo desenvolveu um robô autônomo para movimentar a maravalha usada como cama em aviários, eliminando a necessidade de esforço manual nessa etapa da produção avícola. O equipamento funciona de forma semelhante aos aspiradores robôs residenciais, mapeando o ambiente e percorrendo as fileiras automaticamente. Para validar a tecnologia, a equipe levou o protótipo para feiras do setor em Cascavel e busca novos investimentos para iniciar a comercialização em larga escala.

O papel do ecossistema de inovação

O suporte de núcleos de empreendedorismo acadêmico tem sido fundamental para conectar os inventores ao mercado, orientando sobre captação de recursos, formatação de protótipos e estratégias comerciais. A transição de um mero trabalho acadêmico para a abertura de um CNPJ exige que os estudantes desenvolvam habilidades além da programação, como técnicas de vendas e gestão. Com testes práticos aplicados diretamente em fazendas escola e participação em eventos de destaque do setor produtivo, os jovens empreendedores mostram que a pesquisa universitária pode gerar impacto econômico real e transformar a rotina do campo no estado. Por Redação Acontece Divulgação/Arquivo pessoal

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