Pai e avó denunciados por morte de Eduarda Shigematsu são julgados 7 anos após crime; relembre o caso

Sete anos após o crime que chocou o estado do Paraná, pai e avó são submetidos a julgamento popular em Maringá nesta quarta-feira (16). O processo apura a morte da menina Eduarda Shigematsu, de 11 anos, ocorrida em abril de 2019 na cidade de Rolândia.

Detalhes da investigação e acusações

De acordo com as apurações da Polícia Civil e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a vítima foi esganada pelo próprio pai, Ricardo Seidi Shigematsu. A avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, que detinha a guarda judicial da criança, foi apontada como culpada por permitir que a neta ficasse sob os cuidados do genitor, que rejeitava a menina e não respondia por suas necessidades básicas.

Após o assassinato, os familiares ocultaram o corpo e tentaram atrapalhar o andamento das investigações. Ricardo enfrenta acusações por homicídio qualificado — incluindo uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio —, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Já Terezinha responde pelos crimes de ocultation de cadáver e falsidade ideológica. O julgamento foi transferido para Maringá por meio de um processo de desaforamento, visando garantir a imparcialidade e a segurança do júri.

Relembre a cronologia do crime em Rolândia

O desaparecimento de Eduarda Shigematsu foi registrado em 25 de abril de 2019 pela avó paterna, um dia após a menina sumir ao retornar da escola. Câmeras de segurança registraram a chegada da estudante à residência às 11h52, sem registros visuais de sua saída. Inicialmente, o pai chegou a publicar pedidos de ajuda nas redes sociais.

No entanto, em 28 de abril, o corpo da garota foi localizado enterrado nos fundos de um imóvel da família, após uma denúncia anônima direcionada à Polícia Militar. A vítima estava com os pés e as mãos amarradas, uma corda no pescoço e a cabeça coberta por uma toalha e um saco preto. O laudo da Polícia Científica desmentiu a versão do pai, que alegava ter encontrado a filha enforcada no quarto, comprovando que a causa da morte foi esganadura.

Posicionamento das defesas

A expectativa é de que a sessão do tribunal do júri se estenda por mais de um dia, contando com dezoito testemunhas e o interrogatório dos réus. Os advogados de Ricardo Seidi informaram que toda a argumentação e as teses baseadas em laudos periciais serão apresentadas diretamente em plenário.

Por sua vez, a defesa de Terezinha de Jesus Guinaia demonstrou confiança na absolvição da idosa, relembrando que a primeira fase do processo na comarca de Rolândia havia resultado em sua impronúncia, decisão que foi posteriormente alterada pelo Tribunal de Justiça.

Por Redação Acontece

RPC/Reprodução/Redes sociais

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