O principal suspeito pelo assassinato da médica Gassi Mazia, de 37 anos, ocorrido em Maringá, na região norte do Paraná, recebeu alta médica e foi transferido para a 9ª Subdivisão Policial. João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, estava internado sob escolta policial desde o dia do crime, pois apresentava ferimentos na região do pescoço.
Transferência e Prisão Preventiva
O homem chegou à unidade policial na noite da última quinta-feira e permaneceu preso para prestar esclarecimentos às autoridades. Imagens registraram o momento da chegada do investigado, que utilizou uma cueca cobrindo o rosto para evitar ser filmado.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Paraná, o suspeito não aceitava o término do relacionamento que mantinha com a vítima. A promotoria apontou que ele invadiu o apartamento e executou a médica de forma covarde. O pedido de conversão da prisão em flagrante para preventiva foi aceito pela Justiça.
Como o Crime Veio à Tona
A Polícia Militar do Paraná foi acionada após uma familiar do investigado ouvir a confissão do feminicídio. O homem havia viajado para Mandaguari, cidade vizinha, onde procurou parentes e revelou ter cometido o assassinato após uma briga com a vítima.
Ao tomarem conhecimento da situação, os familiares chamaram as autoridades policiais e o socorro médico, já que o suspeito estava ferido. Os policiais se deslocaram até o endereço indicado em Maringá e encontraram a médica já sem vida, caída de bruços e com marcas de golpes de faca, além de três armas brancas abandonadas próximas ao corpo. O filho de oito meses do casal estava sozinho no apartamento.
Investigação e Próximos Passos
A Polícia Civil do Paraná segue apurando os detalhes do caso. A suspeita inicial é de que o investigado tenha permanecido por horas no imóvel junto ao corpo da ex-companheira antes de fugir para a cidade vizinha e abandonar a criança. O sepultamento da médica ocorreu na manhã do dia 7 de outubro. Com a transferência para a cadeia pública, o suspeito deverá prestar depoimento formal sobre o crime que chocou o estado.
Por Redação Acontece
André Almenara/Redes sociais
