Tribunal de Contas do Paraná propôs ressarcimento de R$ 4 milhões de previdência municipal aplicados no Master

TCE-PR cobra devolução de R$ 4 milhões investidos no Banco Master Tribunal de Contas propõe que gestores de fundo previdenciário no Paraná e consultoria devolvam R$ 4 milhões aplicados irregularmente. Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná determinou que quatro antigos gestores da previdência municipal de Imbituva e uma empresa de consultoria financeira devem restituir R$ 4 milhões aplicados irregularmente no Banco Master. H2 Risco acima do limite permitido De acordo com o levantamento técnico, a operação financeira desrespeitou deliberadamente os parâmetros de segurança estabelecidos pelo próprio fundo previdenciário paranaense. A transação ocorreu após aprovação unânime do comitê de investimentos em março de 2024, envolvendo a aquisição de uma letra financeira com vencimento programado para 2034. H3 Avaliação de crédito inadequada Os auditores apontam que o título adquirido possuía classificação de risco BBB, patamar inferior ao mínimo exigido pelas normas internas da previdência, que determinavam a nota BBB+ como critério obrigatório para investimentos. H2 Responsabilidade compartilhada e consultoria O processo aponta a responsabilidade direta dos dirigentes públicos envolvidos na aprovação e execução da compra. Além disso, a empresa Crédito e Mercado Engenharia Financeira foi incluída na cobrança por ter emitido pareceres favoráveis sem alertar adequadamente sobre a incompatibilidade da aplicação. H3 Tentativas de venda sem sucesso Registros apresentados pela defesa indicam que os gestores tentaram consultar corretoras no segundo semestre de 2025 para avaliar a revenda do ativo. No entanto, constatou-se a ausência de liquidez imediata no mercado secundário para o título. H2 Situação agravada por liquidação extrajudicial O cenário tornou-se ainda mais crítico após o decreto de liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrido em novembro de 2025. Como a letra financeira não contava com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, as chances de recuperação integral do montante são consideradas remotas pelos técnicos do tribunal. Por Redação Acontece Reprodução/TV Globo

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