Oito reflexões sobre carreira de Erika Linhares no Plaenge Day

A primeira edição do Plaenge Day, realizada em Londrina, reuniu equipes e profissionais de diferentes níveis para um dia inteiro voltado ao crescimento e desenvolvimento de carreira. O grande destaque do evento no Paraná foi a participação da renomada educadora corporativa Erika Linhares, autora do livro Gente feliz não enche o saco e referência nacional em liderança e comportamento organizacional.

A trajetória de superação de Erika Linhares

Com uma história marcante que vai desde os tempos em que atuava como sacoleira vendendo roupas de porta em porta em Sete Lagoas, Minas Gerais, até alcançar o cargo de vice-presidente da TIM em São Paulo, a palestrante construiu uma bagagem sólida. Ela acumula passagens pelo setor público, varejo, vivência internacional na Itália e alta gestão antes de criar sua própria escola de educação corporativa aos 43 anos. Durante o encontro no Paraná, ela detalhou oito orientações fundamentais para enfrentar as exigências do mercado de trabalho atual.

Coragem e protagonismo no ambiente corporativo

O primeiro ponto abordado foi a necessidade de agir mesmo diante da incerteza. Para Erika, a confiança surge através da ação, logo o profissional deve arriscar e seguir em frente com medo, superando a vergonha de falhar. A liderança tem o papel de dar suporte técnico e emocional, criando um espaço seguro onde o erro funcione como aprendizado. Na sequência, a especialista reforçou a importância de abandonar a inércia e assumir o controle da própria trajetória. Segundo ela, o colaborador não deve esperar que o gestor tome todas as frentes ou encare a relação profissional como dependência familiar, pois a passividade prejudica a evolução em um mercado acelerado.

Comunicação clara e transparência nas relações

Outro aspecto abordado foi a tolerância zero com a falta de clareza. Dúvidas não devem ser ignoradas, e o diálogo franco com a liderança é indispensável para evitar retrabalho e desalinhamento de expectativas. Além disso, Erika alertou sobre os perigos da fofoca e da chamada harmonia tóxica. Para ela, a lealdade exige conversas diretas e sinceras, substituindo ataques nos bastidores por feedbacks construtivos e conversas difíceis que impulsionam o desenvolvimento das equipes.

Inovação, motivação e adaptabilidade no Paraná

O evento em terras paranaenses também debateu o perigo do piloto automático. Tarefas repetitivas sem questionamento ou busca por inovação tornam o profissional obsoletos diante da inteligência artificial, exigindo foco total na geração de valor e receita. Além disso, a motivação interna foi apontada como um motor estritamente individual. Embora as empresas precisem garantir o fit cultural, a faísca e a vontade de agir devem partir de dentro de cada colaborador.

Trabalho inteligente e foco na solução

Por fim, a educadora destacou que esforço isolado gera apenas exaustão. É preciso trabalhar com inteligência, abandonar a postura de vitimização e focar na solução dos problemas em vez das dificuldades. Citando conceitos de adaptabilidade e sobrevivência no mercado, a palestra encerrou reforçando que a mudança é a única certeza, exigindo equilíbrio entre autonomia e apoio para que os profissionais evoluam de forma constante em suas jornadas.

Por Redação Acontece

Divulgação/Plaenge

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