Estudante de medicina é indiciado por morte de motoboy no PR Estudante de medicina de 23 anos é indiciado por homicídio com dolo eventual após atropelar e matar motoboy embriagado em Maringá, no Paraná. Um estudante de medicina de 23 anos foi formalmente indiciado por homicídio com dolo eventual pela morte de um motoboy em Maringá, na região norte do Paraná. O caso, que agora segue para análise do Ministério Público do Paraná, chocou a comunidade local devido às circunstâncias do acidente.
Entenda a dinâmica do atropelamento no interior do estado
O trágico episódio ocorreu no dia 23 de agosto, quando o entregador Rodolfo Rodrigo Notário, de 38 anos, realizava suas entregas habituais de trabalho. Conforme os registros da Polícia Militar do Paraná, o carro conduzido pelo universitário Victor Hugo Lemes Miguel atingiu em cheio a motocicleta. Câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram o momento da colisão. Nas imagens obtidas pela investigação, é possível observar que o veículo não apenas atropelou a vítima, mas também a arrastou por vários metros na via pública.
Fuga frustrada e soltura sob fiança
Logo após o impacto, o condutor tentou escapar do local do crime, porém foi interceptado e contido por populares que presenciaram a cena. Os policiais militares que atenderam a ocorrência constataram que o motorista apresentava claros sinais de embriaguez no momento da abordagem. Preso em flagrante inicialmente, o suspeito obteve liberdade provisória no dia seguinte ao pagamento de uma fiança estipulada em R$ 15 mil. A defesa do estudante de medicina não se manifestou sobre as acusações até o fechamento desta apuração jornalística.
Investigação policial aponta dolo eventual
A vítima chegou a ser reanimada ainda no local por equipes de socorro e permaneceu internada em estado grave por oito dias em um hospital da região, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito. O delegado responsável pelo caso, Francisco Caricati, fundamentou o indiciamento por homicídio doloso com base em três premissas principais: a incapacidade total do motorista para conduzir o automóvel, o fato de ter prosseguido dirigindo mesmo após o atropelamento inicial, e a tentativa de fuga após o delito. Por Redação Acontece Reprodução
