Desmatamento na Amazônia reduz chuvas no Paraná e ameaça produção agrícola, aponta estudo

Desmatamento na Amazônia reduz chuvas no Paraná e afeta o agro Estudo revela que o desmatamento na Amazônia reduz o volume de chuvas no Paraná, ameaçando a produção agrícola, pastagens e a geração de energia. Pesquisas recentes revelam que o avanço do desmatamento na floresta amazônica está diretamente relacionado à diminuição dos índices pluviométricos na Bacia do Rio Iguaçu, no Paraná. O alerta preocupa produtores rurais e especialistas, já que a umidade vinda do Norte do país é fundamental para abastecer os recursos hídricos paranaenses.

O impacto na Bacia do Rio Iguaçu e na energia

O levantamento científico, divulgado na revista Brazilian Journal of Biology, cruzou dados de supressão vegetal na Amazônia com registros de 64 estações meteorológicas paranaenses coletados entre 2011 e 2023. Os autores destacam que cerca de 40% de toda a precipitação que atinge o Paraná depende da umidade transportada desde a Região Norte. A Bacia do Rio Iguaçu abrange 35 municípios estratégicos nas regiões Leste, Sul, Sudoeste e Oeste do estado. O território é responsável por concentrar 60% da produção de grãos e 23% da pecuária paranaense. Além disso, abriga cinco grandes reservatórios que respondem por aproximadamente 41% de toda a energia hidrelétrica gerada no estado.

Riscos para a agricultura e safras no Paraná

A perda de umidade vinda dos chamados rios voadores intensifica períodos de estiagem e eleva as temperaturas, deixando as lavouras vulneráveis. Culturas como soja, milho, trigo e cevada sofrem quedas expressivas na produtividade quando a escassez de água coincide com as fases mais críticas do desenvolvimento vegetal. Especialistas apontam que quebras de safra decorrentes de secas prolongadas podem reduzir a colheita entre 15% e 25%, com registros históricos de perdas ainda maiores em ciclos severos de estiagem. O fenômeno demonstra que a preservação ambiental na Região Norte possui ligação direta com a segurança alimentar e econômica do Paraná. Por Redação Acontece Bruna Kobus/RPC

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