A Comissão Federal de Concorrência e Proteção ao Consumidor da Nigéria iniciou uma investigação formal sobre a saída repentina da Uber do território nigeriano. A plataforma de transporte encerrou suas atividades de forma abrupta na semana passada, pegando passageiros e motoristas de surpresa e sem nenhum aviso prévio.
Investigação sobre serviços não prestados
O presidente-executivo do órgão regulador, Tunji Bello, confirmou que o governo está analisando detalhadamente a forma como a empresa encerrou suas atividades no país africano. O foco principal da apuração são os transtornos causados aos consumidores e os serviços que foram pagos e não prestados pela companhia.
Revisão global e corte de empregos
A suspensão dos serviços na Nigéria e também em Uganda ocorreu na última quarta-feira, integrando uma ampla revisão estratégica global da empresa americana. O processo de reestruturação também resultou na eliminação de 3.300 postos de trabalho, o equivalente a cerca de 10% da força de trabalho total da corporação em todo o mundo.
Desafios de mercado e concorrência
Até o momento, os representantes oficiais da plataforma de transporte não se posicionaram sobre os questionamentos enviados pelas autoridades locais e pela imprensa internacional. A companhia iniciou sua atuação em Lagos no ano de 2014, mas enfrentou o crescimento de rivais como a Bolt e a forte crise econômica local.
A saída do país mais populoso do continente africano evidencia os desafios enfrentados pelas multinacionais de tecnologia em mercados afetados pela alta inflação e pela perda de poder de compra da população ao longo dos últimos anos.
Por Redação Acontece
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