O Brasil cresceu? Entenda por que novo mapa-múndi aprovado na ONU 'esticou' a área do país

Paraná na rota global: ONU aprova novo mapa que muda o tamanho do Brasil Descubra como a ONU aprovou uma resolução para abandonar o mapa tradicional e adotar um modelo que mostra o tamanho real do Brasil e da África. A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução histórica para substituir gradualmente o tradicional mapa-múndi de Mercator. A medida busca representar com maior precisão a verdadeira extensão territorial de nações como o Brasil e o continente africano, corrigindo distorções históricas na cartografia global.

O fim do eurocentrismo nos mapas

Elaborado em 1569 pelo cartógrafo Gerardus Mercator para auxiliar a navegação marítima, o modelo anterior superdimensionava as regiões próximas aos polos. Na prática, o desenho eurocêntrico fazia com que a Europa e a América do Norte parecessem muito maiores do que são, enquanto encolhia o Sul Global. Para se ter ideia, a Groenlândia parecia ter a mesma proporção que a África, embora o território africano seja 14 vezes maior e o Brasil supere a ilha ártica em quatro vezes.

A articulação internacional e a resistência

A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, e recebeu o respaldo de 164 nações. A iniciativa promove o design Equal Earth, desenvolvido em 2018 por especialistas internacionais. O mesmo padrão de projeção já foi sugerido pelo IBGE para colocar o Brasil em destaque na cartografia. Em contrapartida, os Estados Unidos rejeitaram a medida, classificando-a como um projeto ideológico, enquanto seis países optaram pela abstenção.

Impactos na educação e na geopolítica

Especialistas e ativistas apontam que a projeção de Mercator alimentou o chamado “colonialismo cartográfico”, influenciando a percepção de gerações sobre as relações de poder internacionais. Com a nova resolução, governos e instituições planejam atualizar currículos escolares e plataformas digitais. Embora as decisões da Assembleia Geral não tenham caráter obrigatório, a mudança promete transformar a forma como o mundo enxerga a geografia e a relevância econômica dos países em desenvolvimento. Por Redação Acontece AconteceIA

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