O ministro Alexandre de Moraes não deve comparecer à tribuna de honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A ausência ocorre em meio a um momento de tensão nos bastidores da mais alta Corte do país, repercutindo fortemente entre lideranças políticas e cidadãos em todo o estado do Paraná.
Crise institucional no Supremo Tribunal Federal
A ausência do magistrado é atribuída a um embate recente dentro do tribunal, após a divulgação de um relatório da Polícia Federal envolvendo conversas entre um banqueiro e outro integrante da Corte. Em resposta, Moraes solicitou apurações, gerando um cenário de instabilidade que tem mobilizado a atenção jurídica e política em território paranaense.
Em 2024, o ministro havia comparecido à solenidade ao lado de colegas de tribunal, mas a repetição da ausência registrada no ano anterior evidencia o distanciamento atual das formalidades políticas. O Palácio do Planalto adota a tradição de convidar todos os ministros para a cerimônia oficial, embora a presença não seja obrigatória.
Foco do governo e segurança jurídica
Enquanto o cenário político nacional se movimenta, o governo federal busca isolar o Poder Executivo das turbulências judiciais. Recentemente, a gestão federal cobrou publicamente ações enérgicas de lideranças do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República para garantir a transparência das investigações em curso.
Para a parada cívica deste ano, a organização preparou uma programação de duas horas com ênfase em pautas sociais, como o combate à violência contra a mulher, campanhas de imunização e referências a eventos esportivos futuros sediados no país. A Advocacia-Geral da União monitora rigorosamente os preparativos para evitar contestações eleitorais por parte da oposição durante a cerimônia oficial.
Por Redação Acontece
Imagem: Agência Brasil / Divulgação
