O estado do Paraná se prepara para um final de semana de instabilidade severa, com pancadas de chuva que podem vir acompanhadas de temporais localizados neste sábado (5). A partir de domingo (6), uma intensa massa de ar polar começa a atuar no território paranaense, derrubando acentuadamente os termômetros e garantindo um feriado de 7 de setembro com marcas bastante baixas, principalmente no amanhecer.
Alerta de tempestades e volumes de chuva
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou todas as regiões paranaenses sob aviso amarelo, sinalizando acumulados que podem oscilar entre 20 e 30 milímetros por hora ou atingir a marca de 50 milímetros em um único dia. Há previsão de rajadas de vento entre 40 e 60 km/h e ocorrência isolada de granizo, com riscos reduzidos, mas existentes, para quedas de galhos, interrupção no fornecimento de energia e alagamentos pontuais.
Especialistas em meteorologia apontam que a combinação entre uma frente fria oceânica e um centro de baixa pressão continental mantém a atmosfera bastante instável. Setores como a faixa Central, os Campos Gerais e a porção Leste podem registrar acumulados pluviométricos superiores a 60 milímetros. No domingo, a precipitação perde força gradualmente no interior, restringindo-se ao Norte, Litoral e à Região Metropolitana de Curitiba, onde o céu segue nublado com chuviscos ocasionais.
Frio intenso no feriado de Independência
O ponto alto do feriado prolongado será a incursão do ar gelado, que deixará as primeiras horas da segunda-feira (7) com temperaturas mínimas ao redor dos 7°C em áreas como o Sudoeste, Centro-Sul, Campos Gerais e a Grande Curitiba. Na capital paranaense, o dia será marcado por frio persistente, com a máxima não ultrapassando a casa dos 15°C durante o período da tarde.
Situação de emergência com cheia de rio no Sul paranaense
Enquanto a meteorologia indica a chegada do frio, municípios do Sul do estado continuam em alerta devido aos impactos das chuvas anteriores. Na cidade de Rio Negro, o nível fluvial permaneceu elevado, alcançando 7,64 metros — patamar significativamente superior à cota de atenção, que é de 6,80 metros, e muito acima da média histórica de 2 metros.
A situação obrigou dezenas de famílias a deixarem suas residências, somando mais de 170 pessoas afetadas entre desalojados e desabrigados acolhidos pela prefeitura. Equipes de segurança e a Defesa Civil mantêm o monitoramento constante e reforçam o pedido para que os moradores evitem retornar às zonas de risco até que a estabilização completa do tempo ocorra nos próximos dias.
Por Redação Acontece
Divulgação / Simepar
