Dono da Naskar completa 2 meses foragido enquanto tira onda no exterior

O empresário Douglas Silva de Oliveira Azara completou dois meses na condição de foragido da Justiça brasileira. Aos 26 anos, ele é apontado como o principal operador de uma fraude financeira que resultou no desvio de R$ 60 milhões da Zema Financeira, instituição ligada à família de políticos e empresários de destaque nacional. Mesmo com um mandado de prisão preventiva emitido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 1º de julho, o suspeito continua publicando registros de sua rotina de luxo no exterior, com passagens por Madri e Dubai.

Ostentação e deboche nas redes sociais

Apesar de ser procurado pelas autoridades policiais, o investigado deixou o território nacional rumo aos Emirados Árabes em um voo de primeira classe. Em suas redes sociais, exibe passeios de jet-ski, carros esportivos e viagens internacionais. O comportamento é visto como um deboche por milhares de clientes da Naskar que acumulam prejuízos bilionários e seguem sem previsão de reaver os recursos aplicados. Antes de fugir, o jovem chegou a participar de partidas de pôquer transmitidas na internet ao lado de influenciadores digitais famosos.

Esquema de lavagem e ataque cibernético

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que a invasão aos sistemas da fintech ocorreu no final do ano passado, drenando cerca de R$ 75 milhões no total. Deste montante, a fatia de R$ 60 milhões foi direcionada para a Jabuti Capital, empresa controlada exclusivamente por Douglas. A engenharia criminosa burlou chaves de segurança para quitar boletos falsos e realizar transferências para contas de laranjas e empresas de fachada. Até o momento, seis dos oito suspeitos identificados pelo envolvimento no esquema já foram capturados, restando poucos foragidos.

A situação da avó e desdobramentos judiciais

Entre os nomes investigados no inquérito está a avó materna do principal suspeito, uma idosa de 77 anos diagnosticada com Alzheimer que teve a Naskar transferida para o seu nome. A polícia constatou que a mulher não possui discernimento sobre os atos, sendo utilizada como testinha por seu neto, que respondia como seu representante legal. Enquanto isso, ex-sócios da empresa, incluindo um ex-jogador de vôlei e ex-apresentador esportivo, permanecem presos preventivamente após terem pedidos de soltura negados pelo Superior Tribunal de Justiça.

O caso segue sob investigação rigorosa para mapear todos os envolvidos no esquema de lavagem de capitais e desvio de verbas, enquanto os investidores prejudicados aguardam uma resposta efetiva do poder judiciário para recuperar o capital perdido.

Por Redação Acontece

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