Diante das recentes mudanças nas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o Plano de Diversificação de Exportações, injetando R$ 210 milhões para estimular empresas nacionais a ampliarem seus destinos comerciais e reduzirem a dependência de um único polo.
Estratégia e setores contemplados
O montante milionário é voltado para identificar novos mercados, compradores e oportunidades de negócios em 35 setores estratégicos, abrangendo segmentos como alimentos e bebidas, calçados e couro, frutas, máquinas, madeira e indústrias de transformação.
No total, 5.300 companhias serão assistidas por mais de 300 ações desenvolvidas em parceria com entidades setoriais. Além disso, a agência oferecerá atendimento individualizado direto para até 4.700 empresas, disponibilizando isenção de taxas de participação em feiras, reuniões de negócios e conexões comerciais internacionais.
Modalidades de apoio e novos destinos
O suporte abrange consultoria especializada gratuita para atuação em mercados inéditos e acesso ao programa Bolsa Exportação, que prevê auxílio financeiro direto ao longo de 12 meses. Segundo a diretoria de Negócios da instituição, foram mapeados 36 mercados prioritários, incluindo Canadá, México, Alemanha, Turquia, além de nações africanas e asiáticas como China, Índia e Indonésia.
O plano também mira as oportunidades trazidas pelo Acordo Mercosul-União Europeia, assinado recentemente. Os desafios para essa expansão envolvem desde a adaptação de produtos e certificações sanitárias até a mitigação de riscos de inadimplência, exigindo planejamento rigoroso e inteligência de mercado por parte dos exportadores.
Resultados e como se inscrever
Os reflexos da diversificação já aparecem nos dados recentes do comércio exterior. No primeiro semestre, o país exportou cerca de US$ 220 bilhões. Apesar da queda de US$ 2,9 bilhões nas vendas para os EUA, houve altas expressivas em outros destinos, como Europa (+US$ 3,1 bilhões), Índia (+US$ 2,7 bilhões) e China (+US$ 11,3 bilhões).
As inscrições para o programa já estão abertas e podem ser realizadas diretamente na página oficial da agência ou por meio das 29 entidades setoriais parceiras. Os interessados devem comprovar o impacto das tarifas norte-americanas, informar o código SH do item e especificar suas demandas de suporte internacional.
Por Redação Acontece
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