Um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem foram indiciados pela morte de um menino de 4 anos ocorrida em junho, em um hospital no norte do Paraná. A Polícia Civil concluiu que houve homicídio culposo durante o atendimento da criança, que faleceu em decorrência de complicações causadas por uma infecção de influenza tipo B.
Falhas no atendimento e falta de exames
O inquérito policial apontou que a vítima deu entrada na instituição de saúde apresentando febre e vômitos, um quadro que exigia testes específicos para o vírus influenza. No entanto, o procedimento não foi realizado devido a falhas na comunicação interna entre a equipe médica e de enfermagem.
Enquanto o profissional responsável alegou ter solicitado o exame no sistema, funcionárias afirmaram que o protocolo exigia avisos verbais que nunca foram feitos. Além disso, laudos da Polícia Científica demonstraram inobservância de regras técnicas e falta de monitoramento adequado do paciente durante a madrugada.
Falta de oxigênio e piora ignorada
Durante a internação na unidade localizada em Joaquim Távora, a situação do garoto se agravou significativamente. A investigação revelou que os profissionais falharam ao não comunicar o nível crítico de saturação de oxigênio do menino ao médico plantonista, que acabou prescrevendo medicamentos à distância por telefone.
A família relatou diversos momentos de piora progressiva, incluindo agitação e lábios com alteração de coloração, mas os pedidos por uma nova avaliação médica presencial foram ignorados. A criança também não foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva.
O caso agora está nas mãos do Ministério Público, que solicitou diligências complementares antes de decidir sobre a denúncia formal à Justiça, enquanto a administração municipal informou que o hospital atua como instituição privada parceira e colabora com as investigações.
Por Redação Acontece
Reprodução/Google Street View
