Propostas para o Metrô-DF: Veja os planos dos candidatos ao GDF Descubra as propostas dos 11 candidatos ao GDF para o Metrô-DF. Saiba mais sobre planos de expansão, novas estações e tarifa zero. A disputa pelo Governo do Distrito Federal (GDF) reúne 11 candidatos com diferentes projetos voltados para a ampliação e a melhoria do Metrô-DF. Entre as principais promessas dos postulantes ao Palácio do Buriti estão a construção de novas estações, a criação de ramais inéditos, a aquisição de novos trens, reformas estruturais e a ampliação da política de gratuidade no sistema de transporte público.
Planos de Celina Leão e Ricardo Cappelli para a mobilidade
A atual governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), propõe concluir a expansão da Linha 1 com quatro novas paradas em Samambaia e Ceilândia. Ela também planeja estruturar a Linha 2 em direção ao Gama, baseada no Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), além de fortalecer a integração tarifária e ampliar a Tarifa Zero para a população de baixa renda. Atualmente, o programa Vai de Graça garante isenção aos domingos e feriados, modalidade que gerou debates e inquérito do Ministério Público sobre os subsídios. Por sua vez, Ricardo Cappelli (PSB) aposta na criação de um sistema de alta capacidade para o eixo Gama-Santa Maria integrado ao Expresso Sul. O candidato também prevê finalizar as obras em Samambaia, iniciar a expansão em Ceilândia e modernizar os sistemas elétricos e de controle operacional.
Propostas de expansão de José Roberto Arruda e Paula Belmonte
José Roberto Arruda (PSD) apresenta um extenso plano de intervenções, incluindo a entrega das estações 104 Sul e Onoyama, além de novas paradas que levariam o modal até o Condomínio Privê e o Sol Nascente. Arruda também sugere conexões regionais como o metrô entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), ramais ligando o Gama e Santa Maria ao Catetinho, e projetos para Águas Lindas e Luziânia, acompanhados da modernização e climatização da frota atual da série 2000. No mesmo sentido, Paula Belmonte (PSDB) defende a expansão em três eixos principais: norte (em direção à Asa Norte, Sobradinho e Planaltina), oeste (até o Setor O, Sol Nascente e divisa com Goiás) e uma derivação sul atendendo Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Gama e Santa Maria. Seus planos incluem ainda a substituição de trens antigos e a unificação da bilhetagem.
Investimentos na Asa Norte e novas linhas defendidas por outros candidatos
Leandro Grass (PT) quer manter o sistema 100% público e, com recursos federais, construir a primeira estação da Asa Norte até o HRAN, além de comprar composições novas para reduzir a superlotação e implantar a tarifa zero de forma gradual. Rico Pinheiro (PRTB) também foca na chegada dos trilhos à Asa Norte, ligando o sistema ao HRAN e à Universidade de Brasília (UnB), priorizando a redução de intervalos com o uso do sistema de sinalização digital CBTC. Kiko Caputo (Novo) propõe o avanço progressivo rumo a Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol, Gama e Santa Maria, articulando também o Trem Intercidades Brasília-Luziânia. Já Elisson Ferreira (Agir) destaca obras já financiadas pelo BNDES em Samambaia e Ceilândia, um projeto em etapas para a Asa Norte, estudos para a Linha 2 conectando diversas regiões administrativas, além da criação do painel digital “Metrô em Movimento” para fiscalização popular.
Candidatos da esquerda e propostas sociais para o transporte
A Professora Samara Mineiro (UP) defende a criação de uma empresa pública de transporte, a estatização e a universalização da malha metroviária com gratuidade gradual para todo o DF e Entorno. O Professor Robson (PSTU) também prega a estatização total do sistema de ônibus e trilhos sob controle dos trabalhadores, com adoção imediata da Tarifa Zero como direito social. Por fim, Expedito Mendonça (PCO) é o único entre os concorrentes que não pontua reformas ou ampliações físicas na malha atual, focando sua plataforma de transporte na implementação de passe livre exclusivo para desempregados e trabalhadores informais. Por Redação Acontece Imagem de Divulgação / Metrô-DF
