PCDF prende "amiga" que segurou mulher para que ex a esfaqueasse

A Polícia Civil do Distrito Federal efetuou a prisão, nesta quarta-feira, de uma mulher de 42 anos apontada como cúmplice no assassinato de Jussiara Ferreira dos Santos, de 42 anos. A captura ocorreu no município goiano de Águas Lindas.

Detalhes do crime e motivação

A investigação conduzida pela 32ª Delegacia de Polícia aponta que a suspeita, que mantinha laços de amizade com a vítima e dividia a mesma residência, teria imobilizado Jussiara durante a madrugada do último sábado, em Samambaia, facilitando o ataque desferido pelo ex-companheiro da vítima, João Alberto Mesquita da Silva.

Conforme relatos obtidos junto a testemunhas, a agressão letal teve início após um desentendimento por causa de uma cédula de R$ 10. Jussiara se opôs a entregar a quantia — que planejava utilizar na compra de um lanche —, pois os envolvidos pretendiam usar o dinheiro para a aquisição de entorpecentes.

Histórico do ex-companheiro e ameaças

O executor do crime, conhecido como Juninho, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada pelo tribunal competente. Horas após cometer o feminicídio, ele ainda teria abordado parentes da vítima em via pública, proferindo ameaças de morte contra os familiares e afirmando que invadiria o hospital para concluir o atentado.

Durante buscas autorizadas na residência do suspeito, os agentes apreenderam quatro armas brancas, um aparelho celular e uma peça de vestuário.

Medida protetiva e antecedentes criminais

Registros indicam que Jussiara já havia buscado proteção judicial contra o agressor anteriormente, mas a medida protetiva acabou revogada em 2019 após manifestação do Ministério Público, que entendeu faltarem elementos para o prosseguimento da ação penal naquele período.

O histórico de violência do autor inclui episódios anteriores, como uma invasão domiciliar em 2015 na qual esfaqueou o companheiro de outra ex-namorada, além de uma detenção mais recente por desacato e ameaça com arma branca a profissionais de saúde em uma unidade de pronto atendimento.

Por Redação Acontece

Reprodução/PCDF

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