Centenas de motociclistas paralisaram as atividades nesta quarta-feira (2) em São Paulo, aderindo a uma greve nacional dos entregadores por aplicativo. O ato, chamado popularmente de “breque dos apps”, busca chamar a atenção das empresas e da sociedade para a precarização das condições de trabalho no setor.
Reivindicações da categoria
O principal motivador da paralisação é a insatisfação com os valores pagos pelas taxas de entrega. Os profissionais argumentam que os ganhos reais caíram drasticamente nos últimos anos, enquanto os custos operacionais com combustível, manutenção de motos e seguro aumentaram consideravelmente.
Além do reajuste nas taxas por quilômetro rodado, os trabalhadores exigem o fim dos bloqueios injustificados de contas nas plataformas digitais, prática que consideram abusiva e que retira o sustento de muitas famílias sem direito a defesa prévia.
Impacto na rotina das grandes cidades
Além da capital paulista, a mobilização afeta o funcionamento de serviços em outras capitais e regiões metropolitanas do país. A expectativa dos organizadores é manter a pressão sobre as empresas de tecnologia até que haja uma mesa de negociação efetiva para atender às pautas urgentes da classe trabalhadora.
A adesão expressiva de motoboys reflete o descontentamento generalizado com a falta de diálogo por parte das corporações que gerenciam os aplicativos de entrega de comida e mercadorias.
Por Redação Acontece
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