Idoso acamado foi morto no Paraná porque esposa, amante dela e filha queriam patrimônio, conclui polícia

A Polícia Civil do Paraná concluiu que a morte de José Teixeira da Silva, de 77 anos, foi um homicídio meticulosamente planejado por sua própria família. O idoso, que estava acamado e dependia de cuidados constantes, foi assassinado na madrugada de 22 de agosto em Bandeirantes, no Norte do estado. O crime teve como motivação exclusiva a ganância pelo patrimônio da vítima e a relação extraconjugal da esposa.

Investigação desmente versão de latrocínio

Inicialmente, o caso foi tratado como roubo seguido de morte, conhecido como latrocínio. A companheira da vítima, identificada como Valquíria Sandoval, relatou às autoridades que criminosos invadiram a residência, mataram o idoso na cama e fugiram levando o veículo e uma quantia em dinheiro. No entanto, as autoridades apontaram diversas contradições nos depoimentos prestados por ela.

A perícia e os investigadores notaram que a dinâmica apresentada não condizia com a realidade. Entre as inconsistências estavam a facilidade de acesso à casa, alterações no valor supostamente roubado e a postura suspeita da mulher durante a ocorrência.

Dinâmica do assassinato e envolvimento da família

Segundo o inquérito policial finalizado nesta segunda-feira (31), Valquíria contou com a ajuda de seu amante, Anderson Justino Estevão, para executar o plano criminoso que vinha sendo urdido há cerca de um mês. Na noite do crime, a esposa facilitou a entrada do amante na residência, entregou a arma de fogo e se afastou. Após disparar contra o idoso, Anderson fugiu levando o carro da vítima para ocultar vestígios.

A filha do casal, Amanda Sandoval Teixeira da Silva, também foi responsabilizada. De acordo com as investigações, ela tinha pleno conhecimento do plano macabro, mas omitiu-se de qualquer atitude para evitar o crime, além de ter apagado o histórico de mensagens do celular para dificultar o trabalho da polícia.

Motivação financeira e indiciamentos

Para tentar justificar o ato criminoso perante as autoridades, esposa e filha alegaram que sofriam maus-tratos e que o idoso havia recusado ajuda financeira para o tratamento médico de Amanda. Contudo, depoimentos de familiares e documentos comprovaram que a vítima sempre garantiu excelente qualidade de vida e custeou integralmente o tratamento de esclerose múltipla da filha.

Diante das provas coletadas, Valquíria e Anderson foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual, comunicação falsa de crime e posse irregular de arma de fogo. Amanda responderá por homicídio qualificado e fraude processual decorrente da destruição de provas digitais. A defesa dos investigados questiona a condução dos interrogatórios e alega cerceamento de direitos na fase policial.

Por Redação Acontece

Reprodução/Redes Sociais

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