Procuradoria não culpa Tarcísio, mas diz não ser 'coincidência' ação da PM com motorista de Haddad

MP Eleitoral inocenta Tarcísio, mas vê ação da PM atípica com PT Ministério Público Eleitoral arquiva caso contra Tarcísio de Freitas, mas aponta que abordagem da PM ao motorista de Haddad não foi coincidência. O Ministério Público Eleitoral de São Paulo encerrou a investigação contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por suposto uso político da Polícia Militar, mas classificou como inverossímil a justificativa de patrulhamento rotineiro na abordagem ao motorista da campanha de Fernando Haddad (PT).

O parecer do Ministério Público Eleitoral

Apesar de afastar punições eleitorais diretas ao chefe do Executivo estadual, o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt destacou em seu relatório que a atuação policial não pode ser tratada como mera casualidade. O documento aponta que duas equipes da Força Tática realizaram aproximações atípicas ao veículo que servia à equipe petista em um intervalo de apenas 44 minutos, dentro de uma área restrita na capital paulista.

A defesa e as provas apresentadas

Com base no parecer do órgão ministerial, a campanha petista reforçou as críticas à versão oficial apresentada pelas autoridades de segurança do estado. Segundo a defesa, liderada pelo advogado Thiago Rocha, os incidentes envolveram o cerco ao motorista Alessandro Caseri em diferentes pontos, incluindo a região da Avenida 23 de Maio e as imediações de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Perícia aponta veículo policial parado por 20 minutos próximo ao local onde o condutor aguardava. Laudos técnicos anexados ao inquérito policial que tramita no 96º Distrito Policial desmentiriam a narrativa de que nenhuma ação coordenada ocorreu contra a equipe do candidato de oposição.

Desdobramentos e resposta oficial

Durante pronunciamento recente, o ex-ministro cobrou transparência nas investigações e relatou resistência por parte da cúpula da segurança pública na análise de imagens complementares solicitadas pela defesa técnica. Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública informou que estuda uma manifestação oficial para responder aos questionamentos levantados pelo Ministério Público Eleitoral e pelos representantes da campanha. Por Redação Acontece Reprodução

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