Presidente da Argélia quer pena de morte para responsáveis por incêndios no país

O governo da Argélia anunciou planos para retomar as execuções de criminosos condenados por provocar incêndios florestais no território nacional. A medida foi revelada pelo chefe de Estado após uma tragédia ambiental que resultou em dezenas de vítimas no norte e no leste do país.

Mudança urgente no Código Penal argelino

Durante um encontro oficial com o titular da Justiça, o presidente Abdelmadjid Tebboune determinou a elaboração de uma revisão legislativa até a metade de setembro. A proposta visa alterar o Código Penal para punir com o extremo rigor aqueles que provocarem o fogo de forma intencional.

Embora a punição capital esteja prevista na legislação do país norte-africano, existe uma moratória oficial aplicada desde o ano de 1993. A ideia do governo é que o texto seja aprovado rapidamente pelos ministros e enviado para votação no Parlamento.

Vítimas e luto nacional pelas chamas

As chamas que consumiram a região nordeste argelina gerou profunda indignação pública. Como resposta à tragédia, o governo decretou um período de luto oficial de três dias, além de suspender todas as atividades culturais e competições esportivas programadas.

Balanços divulgados por órgãos governamentais apontam que pelo menos 12 cidadãos perderam a vida e muitos outros sofreram ferimentos graves. Existe um temor real de que o balanço de fatalidades cresça nas próximas horas, enquanto as forças de segurança já efetuaram a prisão de diversos suspeitos de iniciar os focos.

Fatores climáticos extremos

A rápida propagação das chamas foi impulsionada por rajadas de vento intensas e por uma severa onda de calor. Tais condições extremas têm se tornado mais frequentes devido à seca prolongada, cenário diretamente associado às alterações climáticas provocadas pelas atividades humanas.

Por Redação Acontece

Foto: Divulgação / Governo da Argélia

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