Na noite deste domingo (30/8), a Guarda Revolucionária do Irã realizou um bombardeio contra duas bases militares dos Estados Unidos localizadas na Jordânia, em uma retaliação direta a investidas norte-americanas anteriores na região do Estreito de Ormuz.
Alvos atingidos e divergência sobre vítimas
As instalações militares de King Hussein e Al Azraq foram os alvos dos disparos iranianos. Enquanto a Guarda Revolucionária relata que o ataque resultou em diversas mortes entre militares e civis, o Departamento de Estado americano declarou à CNN Internacional que os projéteis foram interceptados, e o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) ainda não confirmou oficialmente a investida. Essa escalada encerra um intervalo de quase um mês sem confrontos diretos entre os dois países.
A ofensiva inicial no Estreito de Ormuz
Horas antes da retaliação na Jordânia, forças dos Estados Unidos bombardearam dois lançadores de mísseis iranianos na ilha de Larak, situada no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária confirmou baixas civis e militares decorrentes dessa ação americana, prometendo responsabilizar os envolvidos. No mesmo dia, um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida a cerca de 12 milhas náuticas de Khasab, em Omã, embora sem registro de feridos ou vazamentos.
Importância geopolítica da rota petrolífera
O Estreito de Ormuz representa um ponto nevrálgico para a economia global, funcionando como a principal via de escoamento para o transporte internacional de petróleo e gás. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no planeta transita por essa passagem que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. A tensão atual intensifica-se apenas três dias após os EUA concluírem a remoção de minas marítimas em rotas fundamentais da área.
Por Redação Acontece
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