A evolução da humanidade está diretamente ligada à ajuda mútua, essência da palavra cooperar. Historicamente, momentos cruciais de desenvolvimento foram impulsionados pela colaboração entre indivíduos.
A origem do movimento cooperativista
Embora a prática seja ancestral, o termo formal ganhou força em 1844, quando artesãos ingleses de Rochdale uniram forças para enfrentar grandes concorrentes. Surgia ali a Sociedade dos Probos de Rochdale, composta por 22 fundadores.
Essa iniciativa pioneira completou 181 anos e ganhou reconhecimento global da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas. No Brasil, o modelo chegou em 1903 pelas mãos de um padre suíço, com foco em serviços bancários, originando uma das principais cooperativas de crédito do país.
Princípios democráticos e tomada de decisões
O sucesso e a longevidade desse modelo baseiam-as em diretrizes rigorosas atualizadas anualmente pela Aliança Internacional Cooperativista (AIC). Ao contrário de empresas tradicionais, a gestão é descentralizada.
Por meio da Assembleia Geral Ordinária, gestores e associados definem rumos e contas da instituição. O grande diferencial é a igualdade: independentemente do tempo de casa ou do volume de contribuição financeira, o voto de cada participante tem exatamente o mesmo peso, garantindo decisões majoritárias e democráticas.
O impacto econômico no Oeste do Paraná
Regionalmente, a força desse modelo econômico é evidente em cidades como Cascavel, Medianeira, Palotina e Cafelândia. O cooperativismo de produção atua como pilar de sustentação para municípios inteiros.
Dados da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) mostram que a atuação dessas entidades gera mais de 10 mil empregos diretos na região. Além disso, fornecem suporte técnico e assistência integral aos agricultores locais.
O portfólio industrializado é vasto, abrangendo grãos, carnes, lácteos e biocombustíveis. Apenas as 62 cooperativas agropecuárias paranaenses movimentaram a impressionante marca de R$ 154,3 bilhões.
Impacto social e desenvolvimento humano
O compromisso dessas organizações vai muito além dos negócios, estendendo-se fortemente para o investimento nas comunidades locais.
Pesquisas da Universidade Federal de Goiás (UFG) apontam que cidades com cooperativas instaladas registram IDH médio de 0,701, considerado alto. Essa presença se reflete em melhorias na merenda escolar, apoio a obras públicas e na geração de empregos que mudam vidas.
Ao incentivar pesquisas, inovações e capacitação de equipes, o setor mantém viva a essência da cooperação. Mais do que gerar lucros para acionistas, o objetivo central do movimento é promover o bem-estar coletivo, transformando positivamente a sociedade brasileira.
