Uma mulher de 30 anos que foi baleada pelo ex-marido em um salão de beleza em Curitiba havia buscado ajuda da Polícia Militar semanas antes, após o agressor violar uma medida protetiva, mas os agentes afirmaram que “nada poderia ser feito”.
O primeiro alerta e a omissão policial
De acordo com o registro oficial, o episódio de descumprimento ocorreu em 31 de julho. A vítima abordou uma viatura e apresentou a ordem judicial em seu celular, porém a policial responsável alegou divergência de jurisdição territorial e foi embora sem realizar a prisão ou acionar o batalhão correto, liberando o suspeito no local.
Imagens de segurança registram a violência
Câmeras de monitoramento flagraram tanto o momento em que a mulher pede socorro aos policiais quanto a dinâmica da tentativa de feminicídio, registrada em 25 de agosto. Nas imagens, o homem aparece forçando a entrada no estabelecimento comercial, empurrando a vítima e efetuando os disparos.
Detalhes do crime e repercussão
Após balear a mulher duas vezes, o agressor tentou o suicídio com um disparo contra si mesmo. Um dos tiros perdidos atravessou a parede e atingiu a televisão no quarto de uma criança em um prédio vizinho, que por sorte estava vazio.
Tanto a vítima quanto o suspeito foram internados em estado grave em hospitais da capital paranaense. O caso gerou forte comoção e revolta diante da falha na prestação de segurança pública.
A defesa da vítima informou que acompanha o caso de perto e espera que, após receber alta médica, o agressor permaneça preso preventivamente até ser julgado e condenado pelo Tribunal do Júri. Questionada sobre a conduta da equipe que atendeu o chamado prévio, a corporação militar optou por não se pronunciar.
