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O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil vai passar por importantes mudanças estruturais a partir de 1º de setembro. O objetivo principal das alterações é endurecer o combate a fraudes financeiras e aumentar as chances de recuperação de valores perdidos por vítimas de golpes.

Mais tempo para contestação

A principal mudança prática para o consumidor envolve o prazo estipulado para relatar transações suspeitas. Os usuários passam a ter até 80 dias corridos — antes o limite era de 30 dias — para contestar transferências que não reconheçam em suas chaves e saldos.

Essa ampliação temporal oferece uma margem muito mais segura para que a pessoa perceba a fraude, comunique o banco e inicie os procedimentos oficiais de recuperação do montante desviado junto às instituições financeiras envolvidas.

Rastreamento avançado de contas laranjas

Outra inovação tecnológica significativa refere-se ao aprimoramento do chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED). Com a atualização, a busca pelo dinheiro roubado deixa de focar exclusivamente na primeira conta de destino.

O sistema automatizado passa a ter capacidade de monitorar toda a cadeia de movimentações financeiras subsequentes. Isso significa que, se o criminoso repassar os recursos para múltiplos intermediários, a rede de contas laranjas será rastreada e os saldos bloqueados em qualquer etapa do percurso.

Com essa tecnologia integrada, o ecossistema de pagamentos ganha eficiência na identificação de esquemas complexos de lavagem de dinheiro, elevando consideravelmente a taxa histórica de ressarcimento para quem sofreu prejuízos.